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Edital para desenvolver tecnologia de biotecnologia está aberto

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações está com um edital aberto até 2 de setembro para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação que visem o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias e ferramentas de bioinformática em biotecnologia. O valor total do edital é R$ 15 milhões, com recursos o Fundo Setorial de Biotecnologia do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

A íntegra do edital pode ser acessado aqui

O edital contempla duas linhas de ação: novas ferramentas de bioinformática (que terá R$ 5 milhões em recursos e, nessa opção, cada projeto financiado poderá ter o valor máximo de R$500 mil) e novas tecnologias em biotecnologia com foco em edição genômica, drug delivery e sequenciamento genético (com recursos estimados em R$ 10 milhões e projetos que podem obter até R$1 milhão em financiamento). Os projetos poderão ter duração de até 36 meses. 

A biotecnologia é a aplicação da ciência e da tecnologia aos organismos vivos, assim como às suas partes, produtos e modelos, com o objetivo de alterar materiais vivos ou não vivos para a produção de conhecimentos, bens e serviços. 

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A bioinformática é uma área multidisciplinar, que envolve química, física, computação e ciências biomédicas e, por transitar por várias áreas do conhecimento, permite o acesso e gerenciamento eficientes de diferentes tipos de informações, com destaque para as áreas de fronteira de conhecimento. As aplicações da bioinformática permitem: montagem de genomas, genômica comparativa, análise de expressão gênica, redes de regulação gênica, estudo do metabolismo, análise da estrutura de macromoléculas, desenho de fármacos e avanços na biologia evolutiva e sintética. 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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