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Evento na Feira da Madrugada leva informação a comerciantes
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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Estado de São Paulo realizará amanhã (14) a primeira edição do Empreenda Madrugada, que ocorre no Shopping Circuito de Compras, conhecido como Feira da Madrugada do Brás, na região central da capital paulista. O objetivo é levar informação e prestar atendimento sobre o fomento ao empreendedorismo.

Segundo a secretaria, a programação terá ciclo de palestras que vai tirar dúvidas e ajudar na exposição de possibilidades para que os lojistas e frequentadores da feira possam começar ou fortalecer seus negócios.
“Muitas vezes, os empreendedores não conhecem os benefícios garantidos a eles por meio de nossas políticas públicas. Por isso, é fundamental que a informação chegue até onde esses empreendedores estão. Com isso, o acesso às linhas de crédito e à capacitação profissional, tão importantes para alavancar os negócios, é facilitado”, disse, em nota, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Zeina Latif.
Além disso, em parceria com o Sebrae, haverá atendimentos sobre como ter acesso às linhas de crédito do Banco do Povo, além de informações de programas voltados ao empreendedorismo, emprego e qualificação profissional, como Empreenda Rápido, Via Rápida, Bolsa Trabalho e Bolsa Empreendedor. A linha de crédito Nome Limpo também estará à disposição dos participantes, voltado à regularização da situação de negativados junto a órgãos de proteção ao crédito.
O evento ocorrerá das 7h às 16h, na Rua São Caetano, 812, no bairro do Brás.
Edição: Fábio Massalli
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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