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Governador de SC determina abertura de comportas de barragens

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, determinou a abertura, gradativa e controlada, das comportas das barragens de Ituporanga e Taió, no Alto Vale do Itajaí, a partir da madrugada desta quarta-feira (11).

O anúncio foi feito em vídeo divulgado pelo governador na rede social X, na noite de terça-feira (10). “Determinei a abertura das comportas, de forma gradativa. Já está autorizado. Fizeram o comando para isso acontecer. Então, quero dizer à população de [município] Taió que fique tranquila”.

O governo catarinense informou que os técnicos da Secretaria de Proteção e Defesa Civil do estado estão fazendo a operação controlada da abertura das comportas das barragens, que foram fechadas no fim de semana, após fortes chuvas. O governo estadual justificou que a reabertura das comportas está sendo possível devido à melhora no tempo na terça-feira, pelos níveis dos rios indicarem baixa.

Taió

No vídeo divulgado na internet, o governador Jorginho Mello confirmou que recebeu ligações do prefeito de Taió, Alexandre Purnhagen (MDB), e de moradores da região, com solicitações de abertura das comportas da barragem da cidade.

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Antes, ainda na terça-feira, o prefeito de Taió apelou ao coordenador de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico Rudorff, que abrisse as comportas da barragem. A videoconferência entre as duas autoridades catarinenses foi divulgada nas redes sociais. No diálogo, o prefeito Purnhagen destacou que praticamente toda a cidade continuava debaixo d’água, devido aos temporais da última semana.

“O povo taioense está no limite. Então, precisamos esvaziar a barragem. Revejam isso, ainda hoje, por favor. É importantíssimo”, enfatizou o prefeito.

Em nota, a Defesa Civil de Santa Catarina justifica que a medida foi necessária para que a água represada na estrutura possa dar vazão e aumentar o espaço das barragens para receber novos volumes de chuva.

Chuvas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, confirma que tempestades voltam a atingir a Região Sul, a partir desta quarta-feira (11). Alguns municípios podem ter volumes de chuva em torno de 100 milímetros (mm), alertou o Inmet.

A Defesa Civil de Santa Catarina sinalizou também que, até o fim desta quinta-feira (12), há risco dos temporais provocarem descargas elétricas, ventos intensos e queda de granizo em todas as regiões do estado. A previsão é de chuva intensa que começa no extremo oeste, litoral sul e Vale do Itajaí, avançando para as demais regiões durante a tarde e noite desta quarta-feira e persistirá ao longo do feriado de Nossa Senhora Aparecida, nesta quinta-feira.

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O órgão pede atenção dos moradores dessas regiões, pois os acumulados de chuva ficarão entre 70 mm e 100 mm por dia e, em alguns pontos, ultrapassarão os 100 mm.

A Defesa Civil do estado informou que permanece mobilizada, devido ao alto risco de ocorrência de deslizamentos de terras, enchentes e enxurradas nos próximos 2 dias.

Para pedir ajuda, os cidadãos devem ligar no número 199, da Defesa Civil; no 193, do Corpo de Bombeiros; ou no 190, da Polícia Militar.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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