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Homicídios dolosos em São Paulo caem 5,9% em setembro

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O mais recente balanço sobre as estatísticas criminais revelou que os casos de homicídios dolosos ou intencionais continuam em queda no estado de São Paulo. Segundo dado divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o estado registrou 238 casos de homicídios dolosos no mês de setembro, queda de 5,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Entre janeiro e setembro, foram registrados 1.931 homicídios dolosos, 9,6% a menos que no mesmo período de 2022. Segundo a secretaria, esse é o menor número já registrado para o período desde 2001, quando a série histórica foi iniciada.

Por outro lado, os estupros continuam crescendo no estado. Em setembro foram registrados 1.249 estupros, contra 1.237 no ano passado. Considerando-se o período entre janeiro e setembro, foram registrados 10.803 casos, alta de 8,6% em relação a igual período de 2022. Segundo a secretaria, o crime de estupro é o que enfrenta o maior índice de subnotificação, ou seja, o número de casos pode ser ainda maior do que o denunciado. Apesar disso, a secretaria informa que o aumento no número de casos neste ano de 2023 pode ser resultado de um aumento das denúncias.

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O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) também apresentou queda em setembro, passando de 19 casos no ano passado para 16 neste ano. Para a secretaria, a redução dos indicadores de crimes que resultam em morte, como os homicídios e latrocínios, é resultado “da atuação das forças policiais e da criação de políticas públicas eficazes”, entre elas a implementação do Sistema de Informação e Prevenção aos Crimes Contra a Vida (SPVida), plataforma que automatiza os dados e permite que as polícias analisem os crimes e elaborem planos de ações para reduzir as mortes no estado.

Furtos e roubos

Depois de queda no último balanço divulgado pela secretaria, o crime de furto em geral voltou a crescer no estado. Em setembro, foram registrados 48.174 furtos, aumento de 3,8% em relação a setembro do ano passado. No ano, o crescimento foi de 3,3%, somando 431.140 notificações.

Os roubos em geral, por sua vez, continuam em queda. Em setembro, a secretaria recebeu a notificação de 17.891 roubos no estado, queda de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Considerando-se o período entre janeiro e setembro de 2023, a queda em comparação ao acumulado do ano passado foi de 3,9%, com 171.593 casos.

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Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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