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Inscrição para o Prêmio Sesc de Literatura vai até 3 de fevereiro
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A 20ª edição do Prêmio Sesc de Literatura está com inscrições abertas até dia 3 de fevereiro. Podem se inscrever autores iniciantes de todo o país, com obras inéditas nos gêneros romance e conto. A inscrição é gratuita e deve ser feita pela internet, no site do Sesc, onde também está disponível o regulamento da premiação.

A diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Janaina Cunha, destacou em entrevista à Agência Brasil que o prêmio reafirma o lugar do Sesc como um propulsor e descobridor de talentos literários. No ano passado, o prêmio recebeu 1.632 inscrições, sendo 844 no gênero conto e 788 em romance. A expectativa para 2023, é manter o número elevado de inscrições.
“É um número muito relevante que a gente recebe anualmente e chegar a essa vigésima edição com todo o êxito que a gente vem tendo, ao longo dessa jornada, para a gente é um momento especial”, disse a diretora.
Outra característica interessante, não somente do ponto de vista das inscrições, é a regionalização. “O processo é bem democrático. Pessoas de todo o país podem se inscrever e, ao final, os agraciados com o prêmio participam do circuito nacional do Sesc. A gente visita todas as regionais para apresentação desses autores e mediação deles com o público”.
Janaina adiantou que existe interesse em ampliar a premiação para outros gêneros literários, como poesia, por exemplo. Mas, por enquanto, a aposta continuará sendo em romance e conto. “É algo que a gente ainda está avaliando”.
Relatos
Segundo Janaina, o contato dos autores premiados com o público estimula mais pessoas a escreverem por se tratar de um concurso mais aberto, “sem cartas marcadas”.
“É possível acreditar nessa carreira. É possível investir nisso, e há oportunidade de seu trabalho ser reconhecido por especialistas da área. Como é para autores iniciantes, a gente vem recebendo esses relatos. Acredite no seu texto, na força da sua palavra, porque é possível ser lido e ser considerado no circuito profissional”, assegurou Janaina.
Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, parceira do Sesc desde a criação do projeto, em 2003. A parceria possibilita a inserção da tiragem mínima de 2,5 mil exemplares na cadeia produtiva do mercado editorial.
Os romances e coletâneas de contos são avaliados por escritores renomados, que selecionam as obras pelo critério da qualidade literária. Os vencedores da 20ª edição do Prêmio Sesc de Literatura serão conhecidos em maio deste ano.
Continuidade
A premiação não teve descontinuidade nem mesmo durante os primeiros anos da pandemia da covid-19. “A constância é um fator importante para a cultura. O prêmio é realizado há 20 anos, de forma continuada. O circuito literário nacional já conta com ele”.
Janaina Cunha destacou ainda que a literatura é uma área muito cara para o Sesc que oferece, em todas as regionais, oficinas de escrita literária, projetos de mediação de leitura, ativação de bibliotecas, articulação da literatura em outras linguagens, como música e artes cênicas, por exemplo. “A gente vem destacando, ao longo do ano, esse poder da palavra no campo das artes. E a nossa culminância é o Prêmio Sesc de Literatura, porque aí a gente consegue revelar e entregar ao mercado dois novos destaques anualmente”.
A relevância do Prêmio Sesc de Literatura também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores. Além de serem convidados para outros importantes eventos internacionais, os autores são, com frequência, finalistas ou vencedores de outras premiações importantes. O escritor Rafael Gallo, revelado pelo Prêmio Sesc em 2012, foi o vencedor da última edição do Prêmio Literário José Saramago, informou o Sesc, por meio de sua assessoria de imprensa.
Na edição de 2022, foram premiados o paraense Pedro Augusto Baía, com a coletânea de contos “Corpos benzidos em metal pesado”, e a gaúcha Taiane Santi Martins, com o romance “Mikaia”. A origem dos autores reafirma a característica do prêmio de estímulo à diversidade e sua capacidade de projetar escritores das mais distintas regiões do país. Em 2023, os vencedores circularão por unidades do Sesc em todo o país e poderão dialogar com o público sobre os temas e o processo de criação de seus livros, que foram lançados em novembro de 2022, na programação do Sesc durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Juliana Leite, Marcos Peres, Luisa Geisler, André de Leones, Franklin Carvalho, Sheyla Smanioto, Tobias Carvalho e Lucia Bettencourt são alguns autores descobertos pelo Prêmio Sesc de Literatura que se consolidaram na literatura nacional, graças ao incentivo da instituição. (Alana Gandra)
Edição: Denise Griesinger
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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