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Ministro destaca necessidade de investimentos em ciclovias nas cidades

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O ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, afirmou hoje (23) que é preciso investir em transporte não motorizado, como bicicletas, para melhorar a mobilidade nas grandes cidades brasileiras. Segundo ele, ampliar a infraestrutura de ciclovias pode ser uma opção para municípios como São Paulo.

“Resolver o problema da mobilidade urbana de São Paulo, por exemplo, pressupõe você fazer obra enterrada ou aérea. Você não tem mais a possibilidade de adotar outra solução. Então investir em soluções não motorizadas dá muito certo. Em Amsterdã, Paris e Londres, as pessoas andam tranquilamente de bicicleta. Mas tem infraestrutura para isso. A gente tem que apoiar esse tipo de investimento”, explicou Ferreira, em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

As duas maiores cidades do país já têm suas malhas cicloviárias. São Paulo tem cerca de 700 quilômetros de vias para bicicletas. Já o Rio tem cerca de 470 km. Ambos municípios têm projetos para ampliar suas redes. A capital paulista quer chegar a 1.800 km até 2028, enquanto o Rio prevê superar os 600 km até 2029 (segundo plano divulgado em 2021).

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Nesta semana, comemora-se a Semana Nacional de Trânsito e Mobilidade, com o objetivo de promover uma reflexão sobre a importância de um trânsito seguro e sobre políticas públicas de mobilidade urbana.

“Ampliar a mobilidade urbana nas cidades muda não só a dinâmica das famílias, como muda dinâmicas econômicas. Se você tem serviços de entrega, o escoamento de produtos passa ser mais eficiente. Se o deslocamento para o trabalho é mais rápido, a pessoa é mais produtiva e volta pra casa mais feliz”, disse o ministro.

Edição: Vitor Abdala

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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