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Número de roubos cai em setembro no estado de São Paulo
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As estatísticas criminais de São Paulo no mês de setembro mostram queda no número total de roubos no estado, com 20.527 casos registrados ante 21.727 no mês anterior. Os números incluem as categorias geral, roubo a banco e de carga, excluindo o roubo de veículo, que aumentou de 3.086 em agosto para 3.274 no último mês. Os dados foram divulgados hoje (25) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). 

Ao longo do ano, os números mostram relativa estabilidade no total de roubos. Fevereiro foi o mês com menor volume de casos (18.152), e agosto o que teve registros (21.264).
As ocorrências de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, foram 19, maior número do ano. Em agosto, houve sete casos de latrocínio.
Os furtos de veículos somaram 8.525 ocorrências,com alta ante agosto (7.545). Os furtos, em geral, totalizaram 46.385 casos.
Nas estatísticas do mês, chama a atenção o aumento de lesões corporais culposas, quando não há intenção, por acidente de trânsito. Os casos passaram de 5.402 em agosto para 10.696 em setembro. Quanto aos números de lesão corporal dolosa, houve leve queda de 10.035 para 9.227.
Os casos de estupro somaram 1.153 denúncias, sendo 895 de estupros de vulneráveis. No mês anterior, foram 1.180 registros.
Os casos de homicídio doloso aumentaram em setembro, na comparação com o mês anterior, somando 253 registros. Em agosto, foram 228. As vítimas somaram 270. Houve dois homicídios dolosos e 296 culposos por acidente de trânsito.
As tentativas de homicídio somaram 220 ocorrências em setembro, menor número ao longo do ano.
Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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