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PF faz operação para fiscalizar carregamentos de madeira

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A Polícia Federal deflagrou hoje (11) operação para fiscalizar carregamentos de madeira no porto de Manaus. A iniciativa contou com a participação de 30 policiais federais, agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e, na condição de alunos, representantes da Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Países Baixos, Panamá, Paraguai, Portugal e Rússia.

A ação objetivou colocar em prática conhecimentos sobre identificação de possíveis fraudes no carregamento a partir da conferência das espécies, dos volumes e informações constantes na documentação da madeira. 

Essa foi a última etapa de um curso sobre fiscalização de madeira, oferecido a policiais alfandegários da América Latina, Europa e Estados Unidos a partir do último dia 7, no Centro de Integração e Aperfeiçoamento em Polícia Ambiental (Ciapa), base da PF na floresta amazônica.

Madeira ilegal

O curso contou com a participação de um professor convidado da Universidade Federal Tecnológica do Paraná, que desenvolveu um software capaz de identificar a espécie da árvore com uma simples foto de um pedaço da madeira feita a partir de celular, evitando, assim, um dos tipos de fraudes mais comuns no tráfico de madeira ilegal.

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O Projeto Madeira Legal conta com o apoio do El Pacto Europa-Latino América-Programa de Assistência Contra o Crime Transnacional Organizado, que reconhece na Polícia Federal a prioridade de lutar contra o tráfico internacional de madeira. A organização objetiva a realização de operações conjuntas entre a América Latina e países da União Europeia.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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