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Pinacoteca de São Paulo apresenta mostra panorâmica de Chico da Silva
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Os animais mitológicos, folclóricos e fabulares pintados por Chico da Silva (1910?-1985) compõem a nova exposição em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, no centro da capital paulista. Intitulada Chico da Silva e o Ateliê de Pirambu, a exposição é a primeira grande mostra panorâmica dedicada ao artista pela Pinacoteca, e vai apresentar ao visitante os diversos dragões, sereias, bestas, peixes, serpentes e aves que fazem parte desse universo fantástico e único criado por ele. A mostra fica em cartaz até o dia 28 de maio na galeria principal da Pina Luz.

Essa é a maior exposição individual já dedicada ao artista de origem indígena e reúne coleções públicas e particulares que percorre a produção feita entre os anos de 1943 a 1984. Entre os destaques da mostra está o conjunto de obras Caboclo Peruano, um grupo de desenhos realizados pelo artista entre os anos de 1943 e 1944. A curadoria é de Thierry de Freitas.
“A historiografia convencionou datar o nascimento dele como 1910, mas é provável que este dado esteja errado e que ele tenha nascido entre 1922 e 1923. Então, de certa maneira, essa exposição também é uma homenagem ao centenário do artista”, disse o curador, em entrevista à Agência Brasil.
“O Chico nasceu na Amazônia. A mãe dele teria ido para o Acre para trabalhar em um seringal. Em 1922 ele nasceu na Amazônia, na região do Rio Tejo, filho de um indígena peruano, provavelmente da etnia campa, e de uma cearense. O ambiente em que o Chico viveu até os 10 ou 12 anos é esse da Amazônia, da fauna e flora diversa, desse lugar também cheio de cearenses que havia ido trabalhar na extração de látex. O Chico também dizia que seu pai era barqueiro e que ele subia e descia os rios com seu pai. É claro que essas experiências constituíram um pouco desse imaginário com que ele viria a trabalhar depois”, explicou Freitas.
A exposição apresenta 124 obras de Chico da Silva e outros artistas que fizeram parte do Ateliê do Pirambu. A mostra percorre o legado de um dos primeiros artistas brasileiros de origem indígena a alcançar destaque no cenário nacional e no exterior. “Acho que o Chico da Silva é um fenômeno incrível do Ceará, e acho quase impossível contar uma história da arte brasileira que se propõe plural e diversa sem contar a história do Chico”, disse o curador.
Exposição
Cada sala da galeria expositiva foi dedicada a um período na vida do artista. A primeira sala, mostra o início de sua produção. Nesta sala se encontra uma foto que mostra Chico da Silva desenhando na parede de uma casa na Praia Formosa, em Fortaleza, pouco antes de ter sido descoberto pelo pintor suíço Jean Pierre Chabloz, que o levou a experimentar a pintura a guache. “O Chico começou a produzir na década de 40, ‘descoberto’ por um artista e crítico suíço, chamado Jean Pierre Chabloz, que estava no Ceará”, disse o curador da exposição.
“Ele tinha como hobby pintar pássaros em muros de casas. Isso não era bem-visto pelos donos das casas, mas o Chabloz viu esses desenhos, se encantou e foi atrás do autor”, disse Thierry de Freitas.
Foi então que Chico da Silva passou a pintar sob encomenda. E uma das primeiras telas que pintou, ainda na década de 40, é uma paisagem com montanha, um lago, dois dirigíveis e alguns peixes, já antecipando técnicas e formas que ele viria a utilizar com mais frequência em suas próximas obras. “[Na primeira sala] estão os primeiros quadros que já mostram um pouco desse vocabulário do Chico com pássaros em troncos de árvores, preenchidos por pontilhismo e com fundo e figura se fundindo ou com preenchimentos muito semelhantes”, explicou o curador.
A segunda sala é dedicada aos painéis, que são os trabalhos mais raros do artista. “Os painéis representam uma espécie de auge do Ateliê [do Pirambu]. São o que há de melhor na produção do Chico, porque, pelo tamanho e pela primazia da execução, conseguem mostrar toda a contribuição da escola”, explica Thierry de Freitas.
A terceira sala reúne um conjunto especial de obras realizadas no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc), onde o Chico trabalhou na década de 60.
A quarta sala é dedicada ao Ateliê de Pirambu, criado pelo artista quando deixou o Mauc, por volta de 1963. É nessa década que a produção do artista alcançou grande qualidade técnica. É nessa época também que ele começou a produzir em grande quantidade.
“O Pirambu é um bairro do centro de Fortaleza muito próximo à Praia Formosa, de uma comunidade de baixa renda. Na época do Chico, era uma favela e ele morava lá. Quando ele saiu do emprego do Mauc, em 1963, ele foi pintar por conta, em casa. Várias crianças, jovens e adolescentes passaram a se interessar pela pintura que ele estava fazendo e ele começou a convidar essas pessoas para pintarem junto com ele”, explicou o curador.
A partir de 1969, Chico passou a enfrentar problemas com o alcoolismo e acabou se afastando do ateliê. “Paralelo a isso, há uma série de denúncias na imprensa dizendo que os quadros do Chico não eram feitos por ele, mas por pessoas do ateliê. Essa é uma fase muito complicada para ele. De fato, na década de 70 ele pintou muito pouco e passou a não administrar a produção do ateliê. Inclusive ele passou por internações para tratar desse problema [com o alcoolismo]”, disse Freitas.
Sua produção só foi retomada a partir de 1977, quando ele começou a adotar novas estratégias para a comercialização de seus trabalhos. São essas obras que são apresentadas na sala seguinte. “Quando o Chico volta a pintar, ele se cerca de outras estratégias. Aqui ele está pintando praticamente sozinho. Ele tenta inserir outras estratégias para autenticar os trabalhos, autenticando-os em cartórios. A maioria dessas telas tem um papel atrás escrito: ‘eu Chico da Silva certifico que esse trabalho foi pintado por mim’. E ele também passa a se fotografar ao lado dos trabalhos, com pincéis”, descreveu o curador. Nessa época, ele também passa a assinar suas telas com o dedo. “Quando começaram a surgir essas notícias de que os trabalhos eram feitos por outras pessoas, ele passou a colocar o dedo para autenticar a obra”, disse Freitas.
Além da produção de Chico, a exposição mostra também a produção de outros artistas que participaram do Ateliê de Pirambu, como Babá (Sebastião Lima da Silva); Chica da Silva (Francisca Silva, filha do artista); Claudionor (José Claudio Nogueira); Garcia (José dos Santos Gomes) e Ivan (Ivan José de Assis). “Esses artistas foram fundamentais para o ateliê e foram transformando o trabalho do Chico. O ateliê fez o trabalho evoluir muito em qualidade técnica”, disse Freitas.
Essas obras são apresentadas na última sala da exposição. É nessa sala que também se encontra um vídeo performance e uma sequência de fotos de uma pintura coletiva dos artistas do ateliê. “Essa performance é uma espécie de marco, porque foi a primeira vez que o Chico apareceu junto dos artistas do ateliê”, disse o curador.
A Pinacoteca de São Paulo fica em frente à Estação da Luz. Aos sábados, a entrada é gratuita. Outras informações sobe a exposição podem ser obtidas no site da Pinacoteca.
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Geral
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Itaipava contrata Virgínia Fonseca para seu time de influenciadores
A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis – maior cervejaria com capital 100% nacional –, anuncia a assinatura de contrato com a influenciadora Virgínia Fonseca para integrar o squad de influenciadores da marca. A parceria faz parte do movimento de relançamento e reposicionamento de Itaipava, que busca expandir seu target e fortalecer a conexão com um público mais jovem, sem perder os atributos e territórios que consolidaram a marca ao longo de sua trajetória.
Com 54,5 milhões de seguidores, Virgínia chega para somar ao time como uma aliada estratégica na aproximação com novas audiências. Sua entrada no squad contribui para impulsionar o crescimento da marca por meio do aumento da penetração em novos consumidores, especialmente em um target mais jovem, ampliando a base de público sem ruptura com os pilares que sustentam o equity de Itaipava.
O investimento em creators digitais integra a estratégia de marketing da companhia, que tem como objetivo aumentar a visibilidade de suas marcas, fortalecer a conexão com os consumidores e ampliar sua presença nas diferentes ocasiões de consumo.
“Por meio de uma comunicação mais próxima e autêntica, conseguimos gerar conexões genuínas com o público. Cada influenciador do nosso squad exerce um papel estratégico para fortalecer o posicionamento, ampliar a visibilidade e consolidar a lembrança das marcas”, afirma Diego Santelices, Head de Comunicação e Mídia do Grupo Petrópolis. “Neste momento de relançamento, contar com a Virgínia como parte do time reforça nossa estratégia de expansão de target, contribuindo para a entrada em novos públicos e para a construção de relevância junto às novas gerações, sempre preservando a essência da marca”, completa.
Virgínia se junta ao time de influenciadores de Itaipava, que já conta com nomes como Nicole Bahls, Álvaro Xaro, Caio Afiune e Thaynara OG, além de Ivete Sangalo, embaixadora da marca.
A contratação reforça a estratégia da companhia de diversificar o perfil dos influenciadores e utilizar diferentes vozes para amplificar as mensagens-chave da marca, promovendo crescimento incremental por meio da expansão de penetração e fortalecendo sua presença junto às novas gerações.
SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.
SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
Para mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br
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