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Polícia do Rio deflagra ação contra fraudes em licitações públicas

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza hoje (6) a Operação Delaminados contra a fraude na concorrência em licitações para locação de veículos para órgãos da administração pública do estado. A ação, que envolve agentes do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), com apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), cumpre 14 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas ligadas ao esquema.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), as investigações apontaram que as licitações eram relacionadas à prestação de serviços em órgãos da administração pública, como Centrais de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem).

Conforme a secretaria, o inquérito do DGCOR-LD investiga “fortes indícios de estrutura organizada de empresas de fachada, com o intermédio de pessoas e divisão de tarefas, para cometimento de diversos crimes de fraude a licitações para obter vantagem econômica”.

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No decorrer das apurações, foi verificado que as empresas já constavam de outros procedimentos policiais, em que também eram apurados crimes de fraude em licitações e organização criminosa, “atuando em conluio e com o mesmo modo de operação”.

Possíveis fraudes em três pregões eletrônicos para locação de veículos automotores, carros blindados e caminhonetes foram identificadas em um relatório elaborado pela Controladoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (CGE).

Segundo a Sepol, as fraudes contaram com a participação de diversas empresas, com contratações no valor de aproximadamente R$ 4,5 milhões.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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