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Rio: PF prende suspeito de atentado contra consulado da China
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A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (19), um homem apontado como suspeito de ter jogado uma bomba contra o consulado da China no Rio de Janeiro em setembro do ano passado. Em endereços ligados ao homem, a PF encontrou 50 kg de cocaína e o equivalente a R$ 375 mil em dinheiro, incluindo reais, euros e dólares.

“Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Muralha, com o objetivo de cumprir dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeito de ter arremessado um artefato explosivo no Consulado da China, em 16/09/2021, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio”, informou a polícia em nota.
Segundo a PF, o suspeito teria utilizado um veículo sedan prata e estacionado na Praia de Botafogo. Ele caminhou até o consulado da China e arremessou o artefato, causando danos e expondo a perigo as pessoas que trabalhavam ou residiam no local.
“Durante o cumprimento dos mandados, os policiais federais – com apoio do cão farejador Apollo -, encontraram cerca de 50 kg de cocaína, em endereços localizados no bairro de Laranjeiras, que resultou na prisão, em flagrante, do homem. Além da droga, os policiais apreenderam, em espécie, R$ 362 mil, 1.405 euros e US$ 899, totalizando aproximadamente R$ 375 mil”, detalhou a PF.
O preso foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. A polícia não informou o nome do suspeito.
Edição: Aline Leal
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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