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Setor turístico do litoral paulista pode ter crédito para recuperação

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O setor turístico do litoral paulista poderá recorrer a crédito para recuperação de empreendimentos atingidos pelas chuvas intensas dos últimos dias, principalmente as cidades de São Sebastião, Guarujá, Ubatuba, Bertioga e Ilhabela.

A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de SP (Setur-SP) viabilizou, por meio de programa de crédito turístico, uma linha emergencial para atender profissionais do setor que precisem de apoio para restabelecer a infraestrutura de seus empreendimentos. A iniciativa, segundo o governo, faz parte da série de ações para apoiar a recuperação dos municípios atingidos. 

O pré-cadastro pode ser feito pelo site da secretaria. 

O preenchimento do pré-cadastro contém um campo chamado Finalidade de Crédito, que deve ser preenchido com Emergencial Chuvas, que vai acionar imediatamente uma equipe de plantão que entrará em contato com os solicitantes. Hotéis, pousadas, restaurantes e demais empresas do setor já podem solicitar o serviço de crédito turístico. 

A decisão foi tomada após reunião virtual realizada na última terça-feira (21) com o secretário de Turismo e Viagens de SP (Setur-SP), Roberto de Lucena, e o presidente da Associação Brasileira Indústria Hotéis São Paulo (ABIH-SP), Ricardo Roman Junior. O secretário afirmou que o crédito ágil vai ajudar na absorção do impacto e na recuperação da região. 

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O pacote para os atingidos pelas chuvas pode conter várias melhorias nas condições de crédito, como juros competitivos, prazos diferenciados, flexibilidade nas consultas cadastrais, garantias com 100% de Fundo Garantidor e suspensão, por 90 dias, de pagamento de parcelas de contratos formalizados pelas empresas da região, junto à DesenvolveSP.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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