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Três homens são presos ao tentar furar bloqueio na Terra Yanomami
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Militares detiveram, nesta terça-feira (1º), três homens que tentaram furar um bloqueio montado no Rio Uraricoera, na região de Palimú, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. As prisões ocorreram durante a madrugada.

A bordo de uma embarcação, o trio tentou ultrapassar o cabo de aço que o Comando Conjunto da Operação Ágata Fronteira Norte atravessou no rio, junto ao Posto de Controle e Interdição Fluvial, para controlar a movimentação de invasores da terra indígena.
Em nota, o Comando Militar da Amazônia informou que, logo após serem detidos, os três homens foram conduzidos até a sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Boa Vista. Os nomes dos três presos não foram divulgados, mas o Comando Militar da Amazônia informou que eles são venezuelanos e têm entre 23 e 33 anos de idade.
Deflagrada em janeiro deste ano, a Operação Ágata Fronteira Norte é uma das ações que o governo federal adotou para responder à crise humanitária que as comunidades indígenas da reserva Yanomami vêm enfrentando há anos.
Além de prestar assistência aos indígenas, a operação visa retirar garimpeiros do interior da terra indígena.
Homologada há 31 anos, a Terra Indígena Yanomami abrange uma extensa área de Roraima, além de uma parte do estado do Amazonas, totalizando cerca de 9,6 milhões de hectares – cada hectare equivale aproximadamente às medidas de um campo oficial de futebol. Segundo o governo federal, na reserva vivem mais de 30,4 mil habitantes.
Ainda de acordo com o Comando Militar da Amazônia, desde o início da Operação Ágata Fronteira Norte, as Forças Armadas e outros órgãos de segurança pública já retiraram 111 garimpeiros do interior da terra indígena.
Fonte: EBC GERAL
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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