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Vítima de tubarão em Pernambuco tem quadro estável de saúde

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O adolescente de 14 anos de idade, vítima de ataque de um tubarão, na manhã deste domingo (5), continua internado no Hospital da Restauração, no Recife.

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o quadro de saúde do jovem é estável e não há previsão de alta hospitalar.

Na manhã desta segunda-feira (6), o jovem recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e agora está na enfermaria, onde permanece sob os cuidados de equipe multiprofissional.

Durante o procedimento cirúrgico, ainda no domingo, o adolescente teve o membro inferior direito amputado, devido à gravidade das lesões. Ele e a família estão sendo acompanhados pelas equipes de Serviço Social e Psicologia do hospital.

O ataque

O adolescente foi atacado por um tubarão na Praia de Piedade, na altura da Igrejinha, em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife.

O local, no litoral sul de Pernambuco, é proibido para banho de mar, por determinação do Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), órgão da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, instituído em 2004.

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A vítima foi resgatada de helicóptero e encaminhada ao Hospital da Restauração, onde passou pela cirurgia de amputação da perna.

Com este caso, subiu para 76 o número de incidentes com tubarões no estado, desde 1992, considerando as praias pernambucanas do continente e de Fernando de Noronha.

O último registro foi em 20 fevereiro, na Praia dos Milagres, em Olinda, região metropolitana do Recife.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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