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Aos Eleitos em Cuiabá

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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), entidade com mais de 50 anos de história e que representa os setores de comércio e serviços da capital mato-grossense, parabeniza o prefeito eleito Abílio Brunini, a vice-prefeita, coronel Vânia Rosa, e os vereadores que assumem a importante missão de conduzir nossa cidade nos próximos quatro anos. Este é um momento de renovação e esperança, no qual a confiança da população foi depositada nas mãos de vocês para liderar com responsabilidade e visão de futuro.

Os setores de Comércio e Serviços, que desempenham papeis cruciais na economia do município, veem nesses novos mandatos uma oportunidade valiosa para estabelecer um diálogo aberto e colaborativo. Acreditamos que, juntos, podemos promover o desenvolvimento sustentável, incentivando a criação de empregos e renda, bem como o fortalecimento das empresas, que são a espinha dorsal de nossa economia.

Ao fim do processo eleitoral, a CDL Cuiabá reafirma seu compromisso com a população e com a democracia. Realizamos sabatinas com todos os concorrentes ao Palácio Alencastro para debater ideias, tirar dúvidas e pedir simplificação de tributos, mais liberdade econômica e menos burocracia. Ao todo, foram 32 propostas apresentadas nas áreas de economia, zeladoria e mobilidade urbana, segurança pública, entre outras. Todas com um único propósito: o de tornar Cuiabá no melhor lugar para empreender e morar.

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Desejamos aos eleitos um mandato repleto de sucesso e realizações, com decisões que sejam guiadas pelo compromisso com o bem-estar da comunidade e que as políticas públicas implementadas reflitam as necessidades e aspirações dos cidadãos. É essencial que trabalhemos em conjunto para criar um ambiente de negócios favorável, em que a inovação e o empreendedorismo possam florescer.

Nosso objetivo é contribuir para a construção de um cenário econômico vibrante, onde novas oportunidades de negócios possam surgir, gerando mais empregos e renda para todos. Estamos atentos às demandas do mercado e prontos para apoiar proposições que tragam melhorias significativas para o ambiente de negócios. Por meio de parcerias sólidas e uma gestão eficiente, podemos transformar nossa cidade em um exemplo de prosperidade e inovação.

Com dedicação e esforço coletivo, podemos construir um futuro mais promissor para todos nós.

Junior Macagnam é empreendedor e presidente da CDL Cuiabá

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Quando o crédito vira sobrevivência

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Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.

Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.

O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.

O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.

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Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.

Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.

Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.

Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.

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Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.

Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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