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Habitação precária atinge 65 mil famílias em Mato Grosso

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Pelo menos 65 mil famílias de Mato Grosso e 22 mil de Cuiabá não têm acesso à moradia digna, vivendo em localidades precárias, em áreas de preservação ou em de risco, ou morando “de favor”.&nbsp
O acesso à moradia para pessoas vulneráveis foi tema de uma audiência pública realizada nesta sexta-feira (7) pela vereadora Edna Sampaio (PT) e pela Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso (ACDHAM)&nbsp na Câmara Municipal.&nbsp
Levantamento feito desde janeiro pela associação mostrou que a maioria deste público é composto por mulheres e negros, com idade entre 20 e 40 anos.
Os dados estão sendo atualizados por meio do site da instituição e serão encaminhados às autoridades competentes com o objetivo de facilitar o acesso das famílias ao programa Minha Casa, Minha Vida.
“O presidente Lula, em seu terceiro mandato, vem retomando uma política pública que é o maior sonho nosso, da classe trabalhadora: ter sua casa própria. Que este seja o primeiro passo rumo a construção deste sonho, pois a política do governo Lula é para valer, para atender os direitos da população, o compromisso de quem viveu na pele a sua trajetória de luta enquanto um homem que veio da pobreza, que foi tirado do Nordeste para tentar a vida em São Paulo”, disse a vereadora Edna Sampaio (PT).&nbsp&nbsp
“Pela terceira vez, temos a honra e o orgulho de ter na presidência&nbsp um trabalhador como qualquer um de nós, e que pode trazer para Cuiabá o sonho da casa própria”, afirmou.&nbsp
A parlamentar pretende propor um projeto de lei para criar o Conselho Municipal da Cidade, visando discutir a questão da moradia na capital.&nbsp
Outro encaminhamento será criar uma legislação que preveja ações para pessoas albergadas, que ainda não têm condições de acessar a moradia.
Também serão tomadas medidas para discutir propostas visando a inserção da população quilombola&nbsp nas políticas habitacionais e será reapresentado o projeto de lei de autoria da parlamentar que cria o auxílio aluguel para mulheres vítimas de violência.
Segundo Edna, em Mato Grosso, o déficit habitacional é de 140 mil casas e, na capital, de 50 mil. “Ter uma casa própria é um sonho que fecunda todos os outros sonhos. Ter uma moradia digna não diz respeito só ao titular da casa, pois uma casa é um lar, um local de produção da vida. Será preciso um esforço sério dos governos estadual e municipal para que somados aos esforços do governo Lula , possam garantir este direito tão essencial”, afirmou.
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A audiência contou com a parceria do deputado federal Emanuelzinho (MDB). Ele saudou a iniciativa da vereadora Edna e destacou o protagonismo dos co-vereadores, destacando que conheceu alguns deles pessoalmente durante a visita recente da presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, à capital.
“Quero saudar a vereadora pelo mandato atuante, sensível e aberto, tanto que a senhora tem muitos co-vereadores. Pude enxergar de perto que os co-vereadores têm uma participação específica em uma área determinada de um segmento social, inovando o mandato em Cuiabá, podendo gerar um precedente para que futuros mandatos de Cuiabá, Mato Grosso e, por que não, da bancada federal, possam imitar”, disse ele.&nbsp
“Agradeço estar tendo a oportunidade de unir um grupo político que tem como inimigo comum a extrema-direita, a desumanidade, a mentira, as fake news, a falta de projeto para o país”.
Hailton Madureira, Secretário Nacional de Habitação, destacou que foi aberta esta semana a contratação de 1.566 casas para Mato Grosso e que estão sendo destinadas 2.146 casas para serem construídas na zona rural do estado.
“Neste momento, estamos recebendo propostas. Uma das formas é por meio das prefeituras, que podem apresentar seus terrenos, que serão avaliados para a construção. Elas podem apresentar propostas e cadastrá-las no site da Caixa, temos 1.566 para o estado. Empresas construtoras também podem apresentar seus terrenos e, nesse caso, a prefeitura da localidade faz o cadastro. É sempre uma indicação do poder público local, sempre tendo como critério as famílias mais carentes”, explicou ele.&nbsp
O secretário alertou que é preciso o mais urgente possível, habilitar projetos para contratar o Minha Casa, Minha Vida.&nbsp
“Abrimos seleção para a área urbana para todo o Brasil. Até o momento, não recebemos nenhuma&nbsp proposta de Mato Grosso. É muito importante que juntos incentivamos o prefeito e construtoras locais a apresentar propostas para que possamos enquadrar”.&nbsp
Eleonora Mascia, Vice Presidenta Nacional de Habitação da Caixa Econômica Federal, destacou que a retomada do programa envolve o poder público, o setor produtivo e os movimentos sociais e enfatizou as novas modalidades do programa, tais como a locação social, a melhoria habitacional e outras demandas que não se restringem à construção de casas.&nbsp
“É muito importante que a senhora possa estar acompanhando, a vereadora, junto com os demais colegas, como Cuiabá vem fazendo a gestão do Cadastro Único, dos programas sociais, como vem fazendo a busca ativa por estes possíveis atendidos por estes programas&nbsp habitacionais. Quero reforçar muito isso”, disse ela à vereadora, avaliando positivamente a presença dos movimentos sociais na audiência.&nbsp
O&nbsp defensor público da União, Renan Sotto Mayor, destacou que a constituição prevê o direito à moradia, mas na realidade ele não existe para pessoas vulneráveis. “Cuiabá, por exemplo, sequer tem uma lei sobre aluguel social. Recentemente, foi aprovada uma lei deste tipo em Campo Grande. Em Cuiabá, temos cerca de 250 mil pessoas inscritas no CadUnico e 900 pessoas em situação de rua, vulnerabilidade e miséria extrema e não temos políticas de habitação. Quanto os governos do estado e o município não efetivarem essa política, viveremos tempos de muita dificuldade para estas pessoas que precisam”, afirmou.
Movimentos sociais
Movimentos sociais marcaram presença na audiência. Uma das lideranças presentes foi Emídio de Souza, presidente da ACDHAM. Ele lembrou que, desde a extinção da Cohab, em 1994, foram construídas pouco mais de 4,9 mil unidades habitacionais na capital, das quais cerca de 300 ainda não foram concluídas. Desde então, o movimento luta para que a moradia seja atendida com recursos do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab).
“Cinquenta por cento era para transporte e 50%para habitação popular, mas os governos foram reduzindo até chegar a aplicar somente 5% em habitação e 40% para outras prioridades, entre elas o VLT, as trincheiras e a Arena Pantanal. tudo menos a habitação. Essa é a dívida que nós vimos cobrando e que agora vem tomando corpo com essa esperança do Minha Casa, Minha Vida. O governo do estado está em dívida com a população”, disse ele.
&nbsp“Fico muito feliz pelo fato de a vereadora abraçar o povo carente, grande maioria do qual não tem moradia. Consegui esta audiência pública, trazendo autoridades do setor para ouvir o clamor do povo, é muita felicidade. Podemos sonhar com gestão com moradia popular”.
Pessoas em situação de vulnerabilidade também estiveram presentes para cobrar seus direitos&nbsp e narrar suas experiências. O pintor autônomo Josenil Rosário, filiado à associação, é casado, tem oito filhos e vive com parentes. Ele considera sua situação precária, já que enfrenta dificuldades para pagar o aluguel de&nbsp R$ 600,00.
“Sou pintor, gesseiro e encanador e sempre tem serviço, graças a Deus. Estamos qualificados para acessar o programa Minha Casa, Minha Vida. Estamos só na expectativa para esperar esta bênção”, disse ele.
Fátima Ataíde, moradora de uma região próxima de um córrego, no bairro Residencial Coxipó, está no local há 38 anos e já sofreu ameaça de despejo.&nbsp
Vítima de acidentes de carro e moto, ela depende de cadeiras de rodas. Atualmente, vive em uma família com nove componentes e é responsável pela criação de quatro netos. Segundo ela, cerca de 300 famílias vivem em situação de moradia precária nas ocupações Getúlio Vargas 1 e 2 e Santa Terezinha 3.&nbsp
“Na parte onde moro, apesar de ser de risco, tem água encanada e esgoto, mas a maioria não tem asfalto, nem rede esgoto e muitos vivem em moradias precárias, feitas de madeira, de lona, outros cobrem com pano, moram bem na beira do esgoto. Quando chove, a gente perde tudo, até comida”, disse ela.
A desempregada Michele Antonia, de 37 anos,&nbsp moradora do bairro Osmar Cabral, é um dos exemplos. Mãe solteira, ela tem um neto de três meses e sobrevive com os recursos do programa Bolsa Família.
&nbsp“Dia 10 de julho completa cinco meses de aluguel atrasado, minha água foi cortada mês passado e agora recebi mais quatro talões de luz. A qualquer momento minha luz pode ser cortada”, disse ela.
Coordenadora da ACDHAM, ela explicou que o levantamento será encerrado nesta sexta-feira (7), às 17 horas, e a lista dos cadastrados estará disponível&nbsp neste sábado (8).
Michele destacou que há 22 mil famílias cadastradas só em Cuiabá, e que o público é composto em grande parte por gestantes e mulheres chefes de família que moram com parentes, são humilhadas frequentemente e não têm condições de empregabilidade.&nbsp
“Me sinto extremamente orgulhosa de estar aqui no meio desta multidão de famílias que estão na mesma situação que eu. Uma grande parte das pessoas que vivem assim são mulheres idosas que moram na casa de um e outro e são muito humilhadas”, disse Michele.
Também participaram o representante do deputado estadual Lúdio Cabral, Helber Jordão, o deputado estadual&nbsp Valdir Barranco, o secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcrean Santos, o Primeiro Subdefensor do Estado de Mato Grosso, Rogério Borges Freitas.
Também estiveram presentes o presidente da Ocupação Brasil 21, Luiz Fernando Proença, o presidente da Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes em Mato Grosso, Clercius Monestine, co-vereador do mandato, o Diretor do Centro de Pastoral para Migrantes, Padre Valdecir Molinari, os coordenadores do Movimento Negro Unificado, Ivo Gregório e Isabel Garcia, e representando o Movimento de Pessoas em Situação de Rua, Rubia Cristina de Jesus Silva.
Participaram ainda representantes da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), Conselho Estadual dos Direitos Humanos e as co-vereadoras Simone Mendes e Fanize Albuês.
Mais de 1,5 mil pessoas estiveram presentes na Audiência.&nbsp
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Vereador Alex Rodrigues promove café da manhã com foco no futuro da política mato-grossense ao lado da deputada Janaína Riva

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No último sábado (30), o vereador Alex Rodrigues realizou um café da manhã especial com lideranças e apoiadores para debater os rumos da política em Mato Grosso. O encontro teve como destaque a presença da deputada estadual Janaína Riva, que reconheceu publicamente o trabalho desempenhado por Alex e sua equipe na Câmara Municipal de Cuiabá.

Durante o encontro, Alex Rodrigues ressaltou a importância de construir pontes entre o legislativo municipal e estadual, destacando que parcerias sólidas são fundamentais para melhorar a vida do povo cuiabano e mato-grossense.

“Estamos aqui para unir forças e pensar no futuro. Nosso foco é sempre o bem da população, especialmente daqueles que mais precisam”, afirmou o vereador.

A deputada Janaína Riva elogiou a atuação do parlamentar e sua equipe, reconhecendo o comprometimento de Alex com pautas sociais e comunitárias. Ela também reforçou que a união entre mandatos comprometidos é o caminho mais eficaz para transformar a realidade do estado.

Ao final do encontro, Alex e Janaína debateram sobre ideias voltadas para áreas como saúde, assistência social e geração de emprego, reforçando o compromisso de ambos com a construção de um Mato Grosso mais justo e desenvolvido.

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Itaipava transforma aviso legal em alerta contra o assédio e propõe novo padrão de comunicação no mercado cervejeiroDurante décadas, o texto legal das campanhas de cerveja cumpriu uma função obrigatória. Presente em todas as peças do setor, a mensagem “Beba com moderação” acabou se tornando invisível aos olhos do público. A partir desse diagnóstico e amparada por uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a marca para esse 2026, a Itaipava decidiu ressignificar esse espaço para chamar atenção a um problema urgente da sociedade brasileira: o assédio, especialmente intensificado durante o Carnaval. Criada pela WMcCANN, a iniciativa transforma o aviso legal em um alerta direto e impossível de ignorar e dá início a um movimento com a nova assinatura “Nunca assedie. Beba com sabedoria”, colocando o combate ao assédio como prioridade em sua comunicação. Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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