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MUDANÇA

Análise: com prós e contras, metamorfose do Flamengo dá certo e põe fogo no Brasileirão

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Sob pressão e com a cabeça a prêmio, Jorge Sampaoli resolveu ousar e mudar o Flamengo. Não que mexidas sejam novidades para um treinador que não é de repetir escalação. Só que agora ele não trocou só nomes, mas também o esquema tático e barrou até um ídolo como Gabigol. A abóbora rubro-negra não virou carruagem a ponto do time voltar a encantar. Porém, a metamorfose da vez apresentou prós e contras e foi suficiente para surpreender o líder Botafogo e colocar fogo num Campeonato Brasileiro que parecia resolvido.

Vamos começar pelos “prós”: na defesa, Pulgar como um falso terceiro zagueiro foi uma boa sacada de Sampaoli. O chileno foi muito importante na proteção da área e ainda aparecia de surpresa no ataque (foi dele por exemplo o toque de cabeça que deixou Pedro na cara do gol no início do segundo tempo). E na frente, Pedro deu mais dinamismo ao ataque do que Gabigol vinha dando nos últimos jogos. Foi menos individualista e se entendeu bem com um Bruno Henrique com mais liberdade.

E os “contras”? Nesta formação, o meio de campo com Allan, Gerson e Victor Hugo foi o grande calcanhar de Aquiles. O garoto, teoricamente o principal responsável pela criação do setor, apareceu muito pouco, e os outros não conseguiram dar o suporte ofensivo que o time precisava. Por isso coletivamente o Flamengo não funcionou e tentou muitas transições diretas da defesa para o ataque, principalmente nas bolas longas de Léo Pereira.

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ato é que, mesmo sem encantar, a metamorfose rubro-negra deu resultado. O Flamengo venceu o clássico por 2 a 1 na noite de sábado no Nilton Santos desmistificando o “tapetinho”, ao tirar os 100% de aproveitamento que o Botafogo tinha em casa no Brasileirão. Foi um jogo franco, com as duas equipes tendo chances de ganhar, mas o Rubro-Negro teve mais a bola (56% de posse) e criou mais oportunidades.

Ao todo, o Flamengo teve sete chances de gol: o gol contra de Marlon Freitas no primeiro minuto; o chute defendido de Bruno Henrique livre na área aos 22; a finalização fraquinha do atacante cara a cara com o goleiro aos 34; a bomba de BH que Perri salvou aos 47; o chute por cima de Pedro também cara a cara na área aos oito do segundo tempo; o golaço de Bruno Henrique aos 27 e a oportunidade de Cebolinha do meio de campo, com o gol aberto. Era só acertar o alvo, mas ele não finalizou.

O Botafogo, por sua vez, criou cinco grandes chances, a maioria no primeiro tempo, quando foi superior: a bomba de Gabriel Pires aos 15; o golaço de Victor Sá três minutos depois; o chute de Tiquinho Soares que Fabrício Bruno salvou em cima da linha aos 43; e a oportunidade de Eduardo livre na área mandar por cima aos 48. Na etapa final, o Alvinegro só teve uma chance, em chute cruzado de Victor Sá na área, aos cinco minutos.

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Sampaoli teve peito para correr riscos e foi o grande vencedor da noite. Se uma derrota certamente selaria sua demissão, a vitória garante dias de paz ao treinador, que terá agora a Data Fifa para treinar a equipe visando o jogo de ida da final da Copa do Brasil no dia 17, contra o São Paulo no Maracanã.

E de quebra agitou o Brasileirão, já que o Flamengo, hoje em terceiro lugar com 39 pontos, diminuiu a distância para o líder Botafogo para 12 pontos. E o vice-líder Palmeiras, em caso de vitória neste domingo, vai encurtar a diferença para oito pontos. Com a pausa para a Data-Fifa, o Rubro-Negro só volta a campo no dia 13, contra o Athletico-PR no Kleber Andrade, em Cariacica (ES), às 21h30 (de Brasília). Com 10 dias livres, o Fla vai dar alguns deles de folga para o elenco.

 

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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