MATO GROSSO
1.009 consumidores mato-grossenses são sorteados no Nota MT
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Dos valores sorteados, os de R$ 100 mil – maior premiação do Nota MT – saíram para moradoras de Cuiabá. Também foram distribuídos três prêmios de R$ 50 mil, cinco de R$ 10 mil e mil de R$ 500, totalizando 1.010 prêmios.
Três moradores de Várzea Grande e Cuiabá foram contemplados com as premiações de R$ 50 mil. Os prêmios de R$ 10 mil foram para consumidores de Barra do Bugres, Rondonópolis, Jaciara, Juara e Brasnorte, no interior do estado. Dentre os ganhadores de R$ 500, uma pessoa vai receber R$ 1.000 por ter sido contemplada duas vezes, com bilhetes diferentes.
O secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Secretaria de Fazenda, Vinícius Simioni, conduziu o sorteio e destacou a importância do Nota MT para todos os municípios. Ele enfatizou que a conscientização fiscal, com a exigência do documento fiscal, contribui para um ambiente de negócios mais justo e competitivo, combatendo a sonegação fiscal e incentivando a formalização das empresas.
“Pedir o CPF na nota garante um ambiente de negócios mais justo, com benefícios para todos, inclusive para os municípios. O Nota MT fortalece o comércio local, impulsionando a geração de empregos e a economia municipal, além de trazer as empresas para a formalidade. Por isso, convidamos todos, especialmente os do interior, a aderirem e participarem ativamente!”, ressaltou o secretário adjunto.
O sorteio realizado nesta quinta-feira (09.05) também contemplou 257 entidades sociais que foram indicadas pelos sorteados. Cada instituição vai receber o equivalente a 20% do valor do prêmio da pessoa que a tiver indicado.
O resultado do sorteio foi divulgado durante transmissão ao vivo realizada pela Secretaria de Fazenda em suas redes sociais. A lista completa dos ganhadores está disponível no site e aplicativo do Nota MT.
Auditoria
Para garantir a transparência em cada sorteio, a Controladoria Geral do Estado (CGE) atua como parceira, acompanhando de perto os sorteios e realizando auditoria em todo o processo.
Neste sorteio, referente ao mês de abril, acompanharam os procedimentos os auditores Jonathas Eide Fujii e Márcio Costa. De acordo com Jonathas, a CGE participa no Nota MT justamente para garantir confiabilidade dos concursos e analisa dados, rotinas computacionais e procedimentos operacionais.
“Auditamos o algoritmo, a seleção dos dados (bilhetes) e repetimos todo o processo em uma terceira etapa, garantindo a lisura do sorteio”, detalhou Jonathas, explicando que esse processo é realizado em momento posterior ao sorteio. Após a auditoria, o sorteio é homologado e a Sefaz inicia os procedimentos para pagamento dos prêmios.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.