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18º Encontro Nacional de Violeiros de Poxoréu reúne cerca de 40 mil pessoas

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MATO GROSSO

O 18º Encontro Nacional de Violeiros de Poxoréu reuniu, aproximadamente, 40 mil pessoas nos dias 29 e 30 de julho (sexta-feira e sábado). O número de participantes do evento, promovido pela Associação de Promoção da Viola Caipira de Poxoréu (Avicpox) em parceria com o Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), é superior ao dobro da população da cidade que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), concentra *17.599 habitantes. 

O presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, esteve presente nos dois dias e destacou a grandiosidade da iniciativa. “Estamos muito felizes com o sucesso do evento. Um dos pilares do Sesc-MT é justamente a valorização da cultura e o encontro de violeiros vem para fortalecer ainda mais a cultura mato-grossense para o restante do país”, disse o presidente da Fecomércio-MT. 

O artista João Carreiro subiu ao palco principal na sexta-feira e embalou o público com canções que apresentam uma nova roupagem à viola tradicional, inserindo a sanfona, a guitarra e a bateria na composição musical. Na oportunidade, ressaltou a importância do evento que é uma referência entre os violeiros. “Esse encontro é uma tradição. A gente viaja o Brasil inteiro e sempre encontramos alguém que gosta de viola e fala desse evento em Poxoréu”, destacou. 

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O show da dupla Brenno Reis e Marco Viola foi realizado no sábado. Outros 14 nomes regionais se revezaram na concha acústica durante os dois dias de espetáculos, incluindo Zé Mulato e Cassiano, que participam do Encontro de Violeiros de Poxoréu desde a primeira edição. 

A Prefeitura Municipal de Poxoréu e o Sindicato Rural da cidade também apoiaram a realização do evento. 

Lançamento em Cuiabá

Cerca de 10 mil pessoas compareceram ao lançamento do 18º Encontro Nacional de Violeiros de Poxoréu, no Parque das Águas, em Cuiabá, no dia 24 de julho. O evento, que contou com apresentações de João Ormond e Bruna Viola, arrecadou aproximadamente uma tonelada de alimentos não perecíveis destinados ao Mesa Brasil, projeto que combate a fome e o desperdício em todo o país.

*O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

* Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram extraídos do Censo 2010

Fonte: Fecomércio-MT

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MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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