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América-MG vence clássico, mantém domínio sobre o Cruzeiro e segue 100%

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O América-MG venceu o primeiro clássico do Campeonato Mineiro de 2023. Neste sábado, no Mané Garrincha, em Brasília, o Coelho superou o Cruzeiro por 1 a 0, com gol de Henrique Almeida, aproveitando falha da dupla de zaga cruzeirense. Manteve, assim, a soberania no clássico com a Raposa, chegando à quinta vitória seguida. Além disso, continua com 100% de aproveitamento, sendo o melhor do Estadual.

Melhores momentos: América-MG 1 x 0 Cruzeiro, pela 3ª rodada do Campeonato Mineiro

  • Como fica a pontuação?

    O América segue com 100% de aproveitamento. Tem nove pontos e é lider do Grupo B, ficando bem próximo de uma classificação. Por sua vez, o Cruzeiro fica com quatro pontos e está em segundo do Grupo C. Veja a tabela completa.

  • Domínio americano

    O Coelho chegou à quinta vitória seguida no clássico. Venceu o único do ano passado por 2 a 0, na fase de classificação do Estadual. Em 2021, derrotou o Cruzeiro três vezes no Mineiro. Na fase de classificação, 1 a 0. Na semifinal, triunfos por 2 a 1 e 3 a 1. Agora, vence por 1 a 0. Última derrota foi na Série B de 2020.

    Jogadores do América-MG comemoram no clássico diante do Cruzeiro

    Jogadores do América-MG comemoram no clássico diante do Cruzeiro (Foto: Mateus Bonomi/AGIF)

    GE

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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