MATO GROSSO
Após ação da Defensoria, criança de MT realiza cirurgia cardíaca de alta complexidade em SP
MATO GROSSO
Procedimento, no valor total de R$ 206 mil, foi feito em São José do Rio Preto por decisão judicial
Após a Justiça acatar o pedido da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), L.A.C., de 11 anos, com diagnóstico de estenose mitral congênita, realizou uma cirurgia cardiovascular de alta complexidade no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto-SP, referência na área.
A criança viajou de avião com a mãe para o interior de São Paulo, em cumprimento a uma decisão judicial de bloqueio de valores, para realizar o procedimento, no dia 7 de novembro. Após 15 dias de recuperação, ela deve passar por uma nova consulta médica antes de retornar a Primavera do Leste, onde mora.
Estenose mitral é uma condição rara, caracterizada pelo estreitamento da abertura da válvula mitral, que obstrui o fluxo de sangue do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo. Nos casos mais graves, como o de L.A.C., a válvula precisa ser substituída, exigindo uma cirurgia de coração aberto.
De acordo com a mãe, P.F.A., o procedimento foi bem-sucedido, mas ela teve pneumonia clínica no hospital, precisou ficar internada por uma semana em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e mais uma semana na enfermaria, além de ficar com uma ferida nos drenos.
“Ela está bem, super feliz, doida para voltar para casa. Deus preparou tudo. O doutor, o hospital, a equipe, todos foram super humanos. O tratamento foi excelente. Ela não vai precisar de outra cirurgia de reparo”, revelou.
Nessa fase de recuperação pós-operatória, L.A.C. poderá retornar às aulas daqui três meses, mas não deverá realizar atividades que exigem esforço por cerca de seis meses, por precaução.
Entenda o caso – Em julho do ano passado, em uma consulta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste, ao realizar um exame clínico, o médico perguntou se ela tinha alguma condição cardíaca.
“Ele disse que ela tinha um sopro raríssimo e encaminhou para um cardiologista. Foi um processo longo. O diagnóstico de que precisaria de uma cirurgia foi em novembro”, relatou a mãe.
L.A.C. ainda passou por consultas em Rondonópolis e Cuiabá, além de tratativas junto à Secretaria Municipal de Saúde. Porém, não obteve retorno em relação à cirurgia.
Em julho deste ano, a mãe dela procurou a Defensoria Pública em Primavera do Leste. Tão logo tomou conhecimento do caso, no dia 17, o defensor público Nelson Gonçalves de Souza Júnior ingressou com uma ação de obrigação de fazer, com pedido de tutela de urgência, em face do Estado e do Município, solicitando a realização da cirurgia cardíaca.
A liminar foi deferida pela Justiça dois dias depois (19), determinando a disponibilização do procedimento, no prazo de 48 horas, sob pena de bloqueio de verbas públicas da quantia necessária.
Como a decisão não foi cumprida, a Justiça determinou o bloqueio do valor total de R$ 206.492,00, no dia 19 de agosto, visando a realização dos serviços de cardiologia e da cirurgia cardiovascular pediátrica no Hospital da Criança e Maternidade (HCM), no interior de São Paulo.
Finalmente, no dia 29 de outubro a mãe viajou de avião com a filha para São José do Rio Preto, onde o procedimento foi realizado no dia 7 de novembro.
O médico decidiu mantê-la em observação após a cirurgia por conta da ferida nos drenos, evitando uma possível infecção ou inflamação, apenas por precaução.
Todo cidadão com problemas de saúde, que não tem condição de arcar com os custos de medicamentos e outros procedimentos, pode procurar o núcleo da Defensoria Pública mais próximo para obter assistência jurídica gratuita.
MATO GROSSO
Enfermagem responde por mais da metade do quadro de profissionais do Hospital Central
Do total de 1.100 colaboradores que atuam no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, mais de 54% têm formação em enfermagem, o que corresponde a 597 pessoas. Estes colaboradores estão distribuídos em diversas funções, sendo que 11 deles ocupam posições de liderança. Este quadro reflete a versatilidade de atuação da categoria no setor da saúde.
A diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, é enfermeira há 24 anos e destaca a capilaridade de funções que um enfermeiro pode assumir hoje em dia.
Alessandra é a primeira enfermeira formada no Ensino Einstein a assumir a liderança de um hospital administrado pelo Einstein.
Do total de profissionais com formação em enfermagem do Hospital Central, 579 atuam diretamente em setores de assistência, como enfermeiros ou técnicos de enfermagem. Outros sete têm formação em enfermagem, mas desempenham outros trabalhos distintos da assistência, como nas estruturas de Qualidade e Segurança. Dentre as 11 lideranças de enfermagem, estão sete coordenadores, três gerentes e a diretora.
“Hoje, a enfermagem tem uma permeabilidade muito grande dentro das organizações. Então, além da assistência, são inúmeras possibilidades, inclusive de gestão. As habilidades que um enfermeiro desenvolve ao longo de sua carreira proporcionam isso. É um profissional que pode atuar no ensino, na pesquisa, na inovação”, enumera Alessandra.
Para aqueles que se interessam em trilhar a carreira, cuja data alusiva é 12 de maio, Dia do Enfermeiro, o Ensino Einstein está com vestibular aberto para o curso de enfermagem. Acesse https://ensino.einstein.br/graduacao_em_enfermagem_gradtp2/p?sku=2&cidade=sp e se informe mais. Para técnico de enfermagem, as inscrições do curso vão até 7 de junho, veja aqui https://ensino.einstein.br/curso_tecnico_em_enfermagem_p0444/p?sku=11925&cidade=sp mais detalhes. Ainda estão abertas vagas para pós-graduação na área. Confira neste link https://ensino.einstein.br/pos-graduacao/especializacao/Enfermeiro*?O=OrderByScoreDESC&PS=12&map=c,c,specificationFilter_114.
Sobre o Einstein
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
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