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Auditores da CGE são finalistas no maior prêmio nacional de combate à corrupção

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Os auditores da Superintendência de Avaliação e Consultoria em Integridade e Compliance (Sacic) da Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) estão entre os finalistas do 4º Prêmio Não Aceito Corrupção. O resultado da premiação será anunciado em cerimônia na próxima segunda-feira (25.03), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp-SP).

Os servidores chegaram à reta final da disputa entre os cinco melhores trabalhos da categoria “Experiência Profissional”, destinada a profissionais com ideias inovadoras na prevenção e combate à corrupção. Outras cinco categorias do prêmio são: “Acadêmica”, “Tecnologia e Inovação”, “Governança Corporativa”, “Jornalismo Investigativo” e “Comunicação Local”. A iniciativa do Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) é considerada a maior premiação brasileira sobre o tema.

Os auditores se destacaram com o projeto de modelagem de consultoria para elaboração de planos de integridade dos órgãos e entidades do executivo do programa de Integridade Pública de Mato Grosso. 

Os serviços de consultoria em auditoria interna, geralmente, são realizados a partir da solicitação específica de um órgão ou entidade. Assessoria, orientação, facilitação e treinamento são as formas mais tradicionais de consultoria, observando questões essenciais para manter a independência e objetividade da auditoria interna.

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“Ao decidir atuar no formato de consultoria, a equipe de auditores da CGE criou uma abordagem pré-definida de atuação, que pode ser adaptada ao contexto organizacional do órgão/entidade. A iniciativa fomentou uma atuação mais efetiva da Controladoria em agregar valor e ter uma posição propositiva em questões relativas à governança, riscos e controles”, explicou o superintendente da Sacic, Chistian Pizzato.

O auditor Rodrigo Amorim, que coordenou o trabalho original de modelo de atuação em consultoria para planos de integridade explica que, em todo o trabalho, são utilizadas diversas técnicas, como entrevistas, mapeamento de stakeholders (partes interessadas do negócio), oficinas, workshops e  benchmarking (busca das melhores práticas de gestão).

“No modelo proposto e executado em dois projetos pilotos no ano passado, foram realizadas rodadas de sensibilização com a alta gestão, assessoria no processo de avaliação e tratamento de riscos de integridade e auxílio na elaboração do Plano de Integridade”, ressaltou.

Além de Pizzato e Amorim, integram a equipe finalista os auditores Diego Costa, André Silva, Priscila Alves e Deuzi Cunha.

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Prêmio Não Aceito Corrupção

O Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) promove o Prêmio Não Aceito Corrupção a fim de estimular a pesquisa acadêmica, o jornalismo e a ação de gestores públicos e privados, profissionais de diversas áreas e empreendedores para conectar propósitos, ideias e consciência relacionados às práticas de corrupção e seu combate no país.

Nesta 4ª edição, o Prêmio amplia seu alcance, com duas menções honrosas: uma no esporte e outra internacional, entre países lusófonos, com mais duas categorias, além das quatro da edição passada, e um Grande Prêmio, escolhido dentre os 6 vencedores das categorias.

Os primeiros colocados das categorias recebem troféu e certificado. Segundos e terceiros, certificados.

A cerimônia de premiação será transmitida pelos canais do YouTube do INAC, SBTNews, TV Cultura e MPSP. Para outras informações sobre o prêmio, acesse https://premionaoaceitocorrupcao.com.br/.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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