MATO GROSSO
Biblioteca estadual Estevão de Mendonça completa 110 anos de fundação
MATO GROSSO
Criada por meio do Decreto 307 de 26 de março de 1912, a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça completa 110 anos de fundação em 2022. A maior e mais antiga biblioteca pública de Mato Grosso teve sua história celebrada em evento que reuniu autoridades, representantes da cadeia produtiva do livro, parceiros, servidores e comunidade na noite desta sexta-feira (25.03).
“Em nome do secretário Beto e do governador Mauro Mendes parabenizo a equipe da Biblioteca por manter esse espaço vivo, atuante e bem cuidado. Comemorar 110 anos é uma marca que temos que celebrar e tenho muito orgulho de dividir com vocês esse momento de comemoração. Vamos juntos encontrar caminhos para que a Biblioteca Estadual brilhe cada vez mais e continue viva transformando a vida das pessoas através da educação, da informação e da cultura”, celebrou o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.

A Biblioteca é uma das unidades administrativas da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e conta com uma equipe de profissionais das áreas da biblioteconomia, pedagogia e educação, além de técnicos e estagiários.
Para a presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, Sueli Batista, o equipamento cultural representa um local de grande importante para a educação e o futuro da sociedade no Estado.
“Aqui não é só um espaço que guarda livros, é um local de conhecimento. Por isso, parabenizo todos os profissionais que tornam esse espaço um corpo vivo de informação. E desejo que a Biblioteca tenha sempre gestores que cuidem e preservem esse espaço tão importante para o futuro”.
A comemoração contou ainda com a presença da neta de Estevão de Mendonça, Adélia Maria Badre Mendonça, e da historiadora Elizabeth Madureira, ambas homenageadas no evento. A instituição também homenageou in memorian a professora e escritora Marília Beatriz de Figueiredo Leite, que foi representada por sua sobrinha Andrea Mello.

Ressignificação
A instituição, que foi criada para subsidiar e motivar a evolução cultural na capital e auxiliar o ensino, percorre há alguns anos um caminho de ressignificação de seu papel na difusão do conhecimento e da cidadania. Novas formas de atuação foram implementadas visando efetivar o conceito de equipamento cultural ativo e próximo da comunidade.
Além de proporcionar o acesso da população à leitura, também realiza variadas programações que contribuem para o desenvolvimento sociocultural da sociedade, que incluem cursos, oficinas, colônia de férias, biblioteca itinerante, campanhas de leitura e de divulgação. Com capacitações como a de leitura e escrita em Braile, de redação ou de informática para terceira idade, a Biblioteca chega aos 110 anos cumprindo seu papel de transformação social.
“Nesses anos de existência, a Biblioteca vem se inventando e se reinventando para continuar atendendo a comunidade e visitantes. Toda a equipe procura dar o seu melhor para criar e implantar ações para que a Biblioteca assuma seu papel de formadora cultural e educacional. Nesta comemoração quem ganha são todos os usuários”, destacou Elienes Moreira, gerente da Biblioteca Estevão de Mendonça.

Histórico e funcionamento
Desde sua fundação, a então Bibliotheca Pública do Estado passou por outros cinco endereços localizados no centro da capital, Cuiabá, até ser instalada no prédio histórico Palácio da Instrução, em 1975, onde permanece até hoje. Foi em 1982, em homenagem ao seu primeiro diretor e organizador, que recebeu a denominação de Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça.
Criada com um acervo de cerca de 1 mil exemplares, a Biblioteca abriga hoje mais de 75 mil volumes divididos nas coleções temáticas: Literatura, Mato Grosso, Indígena, Afro, Infantil, Arte, Obras raras, Braille, Periódicos, Multimídia, Assuntos Gerais, Especial e Obras de referência. As coleções estão separadas por salas.
Em 25 de fevereiro deste ano, o Decreto de sua criação foi regulamentado por meio do Decreto 1.302/2022, estabelecendo as diretrizes de funcionamento do equipamento cultural. Para a coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, Waldineia Almeida, essa regulamentação é mais um motivo a ser comemorado.
“Esse decreto regulamenta um espaço que transforma vidas, é uma vitória para toda a sociedade. Além de valorizar o trabalho de todos que por aqui passaram e ajudaram a construir essa história, é uma garantia para a continuidade da Biblioteca”.

O aparelho cultural é aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, disponibilizando espaços para leitura, empréstimos de livros e ainda visitas guiadas a escolas, turistas e público em geral realizadas por meio de agendamento prévio.
Integram a programação de aniversário atividades de leitura inclusiva, que ocorrem na segunda-feira (28.03) e uma Exposição com documentos, fotos e livros da história da Biblioteca, que segue aberta para visitação até o dia 1º de abril.
Contatos
Telefone: 65 6313-9240
E-mail: bibliotecaestadual@secel.mt.gov.br
Site: www.bibliotecapublica.mt.gov.br



MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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