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CUIABÁ

Eleições 2022

Botelho assume a ponta com 4,8%, Éder “explode” e já é o 2º ao cravar 4,5% em Cuiabá e VG; outros 22 pontuaram

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MATO GROSSO

Se as eleições para deputado estadual fossem hoje, dois nomes disputariam cabeça-a-cabeça o título de campeão de votos em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo dados da Percent, o atual presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União Brasil), é o primeiro colocado com 4,8% das intenções de votos.

Colado no chefão da Casa de Leis, apareceu o ex-secretário estadual de Fazenda, Éder Moraes (PV). Ele obteve 4,5% das citações, percentual que o projeta com mais de 25 mil votos nas duas maiores cidades de Mato Grosso. Neste cálculo não está incluso os eleitores do interior.

Pelas projeções da Percent, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União Brasil), deve ser o campeão de votos em Cuiabá e Várzea Grande

Pelas projeções da Percent, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União Brasil), deve ser o campeão de votos em Cuiabá e Várzea Grande

O atual deputado estadual, Elizeu Nascimento (PL), está em terceiro lugar com 3,8%, seguido pela colega de parlamento, Janaina Riva (MDB). Lembrando que Janaina perdeu fôlego na Baixada Cuiabana, uma vez que em pesquisas anteriores, ela liderava a disputa nesta região do estado.

Em quinto lugar, a campanha do ex-secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo (União Brasil), começou a ganhar corpo, fato comprovado com 3,1% de preferência popular.

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Os deputados estaduais Wilson Santos (PSD), Ludio Cabral (PT) e Paulo Araújo (PP) registraram 2,5%, 2,2% e 2,1%, respectivamente. Neste pelotão intermediário, o ex-governador, Júlio Campos (União Brasil), cravou exatos 2%.

Entre os nomes com menos de 2%, destacam-se dois candidatos ao Legislativo do PSB. São eles: Max Russi com 1,8% e Beto Dois a Um, apontado por 1,3% dos entrevistados.

Ex-secretário estadual de Fazenda, Éder Moraes (PV), entra na briga direta com o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União Brasil), para ver qual deles cruza a linha de chegada em primeiro lugar nas duas maiores cidades de MT

Os indecisos somaram 53,7%, sendo que uma pequena parcela do eleitorado, 1,1%, afirmou votar em branco para deputado estadual.

“Alguns nomes que concorrem à Assembleia Legislativa precisam colocar o bloco na rua com urgência. Destaco o ex-governador, Júlio Campos, com 2%. Pelo peso da família Campos, ele deveria pontuar melhor na sua cidade natal, sem contar que o Julinho está na chapa da morte do União Brasil. Neste partido, o ex-governador precisará de no mínimo 35 mil votos para se eleger. É o mesmo caso do atual presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná. No início do ano, ele estava entre os três mais lembrados da Capital. Sumido da mídia, o Juca desidratou, e hoje aparece bem atrás dos seus concorrentes”, alertou Ronye Steffan, proprietário da Percent.

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Metodologia

Com abrangência em Cuiabá e Várzea Grande, a sondagem foi realizada entre os dias 13 a 19 de agosto com 1.000 entrevistas presenciais. A margem de erro é de 3,10% para mais ou para menos. Com intervalo de confiança de 95%, a pesquisa foi devidamente registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob os números MT-07593/2022 e BR-03936/2022.

Segundo dados da Percent, nove nomes pontuaram com menos de 1% das intenções de votos para deputado estadual

 

 

Fonte: Eleições 2022

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MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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