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Cadeia Pública de Colniza inicia o ano letivo com turma do ensino fundamental

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A educação é um dos pilares importantes para ressocialização do reeducando, dessa forma, o ano letivo na Cadeia Pública de Colniza (1.065 km de Cuiabá) foi iniciado nesta semana. Ao todo, 12 reeducandos estão matriculados no 1º e 2º ano do ensino fundamental. 

As aulas na unidade são 100% de forma presencial e acontecem de segunda a sexta-feira, no período vespertino, das 13h às 18h30. Todos assistem às aulas uniformizados, uma forma de incluir eles na rotina escolar. 

O professor Cleberson Viana está à frente do trabalho realizado com os reeducandos e destacou o empenho que eles apresentaram logo nas primeiras aulas. 

“O interesse dos recuperandos é motivador, já foi possível notar em poucos dias que as aulas começaram. Eles estão sendo incluídos nesse mundo da educação e esperamos que quando saiam da unidade possam continuar empenhados e procurar o ensino para uma vida melhor”, destacou o professor. 

Antes a unidade não contava com uma sala de aula, e hoje essa realidade mudou, por meio de parceria com o Conselho da Comunidade de Cuiabá e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), foi construída uma sala para o ensino dos recuperandos.

Leia Também:  Um adolescente foi socorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após ser atingido por um disparo de arma de fogo. De acordo com a Polícia Militar, o menor contou apenas que estava de motocicleta, quando “um pessoal” passou e atirou. “Ele não soube informar, ou tentou esconder, as informações. Não quis falar sobre os fatos. Apenas mencionou que estava de moto, quando passou um pessoal e atirou nele. O local exato não quis informar”afirmou o sargento Vilalba. Segundo o militar, a equipe policial foi acionada para uma ocorrência de disparo de arma de fogo no bairro Vila Bela. Os policiais foram até o local, porém, não encontraram nenhum dos envolvidos. “Em seguida, recebemos a informação de que o menor havia dado entrada na UPA. Ao chegar no local, encontramos esse menor já acompanhado do pai. Ele não quis informar onde estava a moto e os outros pertences dele, o que causou estranheza”. O policial detalhou que, no momento em que saíam da UPA, os militares encontraram a motocicleta da vítima estacionada. O veículo estava com um disparo de arma de fogo no tanque. Para Vilalba, o tiro pode ter atingido o adolescente no abdômen e transfixado. “A gente acredita que esse mesmo tiro foi o que acertou o tanque da motocicleta”, comentou. A Polícia Militar fez rondas, mas não conseguiu localizar nenhum suspeito. O crime passa a ser investigado pela Polícia Civil. Só Notícias/Herbert de Souza e Lucas Torres, de Sorriso (foto: Só Notícias/Lucas Torres)

(Com supervisão de Julia Oviedo) 

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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