MATO GROSSO
Caminhoneiros afirmam que duplicação realizada pelo Governo de MT vai trazer mais segurança na BR-163
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O primeiro pacote de duplicação, que prevê 86 km de pista nova, já está sendo executado em cerca de 30 km. O trecho foi escolhido por equipe técnica após mapeamento de trechos com maior índice de acidentes na rodovia, principalmente colisão frontal. A obra foi lançada em julho do ano passado.
Caminhoneiro há mais de 20 anos, Antônio Sadi ressaltou a importância da rodovia para o escoamento de grãos e afirmou que a duplicação vai reduzir os riscos de acidentes.
“O escoamento do Brasil hoje praticamente é aqui de Mato Grosso. Então, para nós é um sonho muito grande a duplicação dessa BR aqui e sem contar os acidentes que vão diminuir bastante”, disse.![]()
Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
A duplicação facilitará o tráfego de veículos pesados, segundo o caminhoneiro Marcos Serafin. “Vai melhorar o fluxo de caminhões que é muito grande, porque não tem acostamento, e agora com a duplicação vai ficar ótimo e a tendência é só melhorar”, comentou.
Além da nova via, também é feita a recuperação da rodovia antiga, sinalizações e a construção de acostamentos, pontes e um canteiro central.
Haryson Araújo, que tem uma borracharia às margens da rodovia, contou que a obra era muito aguardada por todos que transitam pelo local. “A gente esperou muito por isso e deu certo”, pontuou.![]()
Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
O Governo do Estado também autorizou a licitação para a duplicação de segundo trecho de 80 quilômetros da BR-163, entre Nova Mutum a Lucas do Rio Verde. A obra está prevista para iniciar no primeiro semestre de 2024, com investimento de R$ 650 milhões.
Para Claudinéia Ribeiro, que é de uma família de caminhoneiros e mora na região, a duplicação da BR-163 refletirá em mais segurança.
“Para nós, é motivo de muita alegria saber que vai sair essa obra agora, porque é importante que a nossa família chegue com segurança em casa, então para nós é motivo de muita alegria”, afirmou.
Em dezembro, o tráfego em parte da via antiga foi desviado para obras de recuperação e os motoristas têm que seguir por um trecho de 5 km da via recém-construída, ao lado da via.
Assista abaixo a reportagem do jornalista Fernando Martins sobre a duplicação
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.