MATO GROSSO
Cerca de 500 pessoas se reúnem para debater políticas públicas voltadas à saúde mental
MATO GROSSO
Cerca de 500 pessoas participaram, nesta semana, da IV Conferência Estadual de Saúde Mental, realizada em Cuiabá. Organizado pelo Conselho Estadual de Saúde e Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), o evento reuniu usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores e trabalhadores da saúde, além de convidados pela comissão organizadora do encontro.
A conferência iniciou na quarta-feira (25.05) e encerrou nesta sexta-feira (27.05), no Hotel Fazendo Mato Grosso, na capital. O tema principal do evento foi “A defesa de saúde mental como direito: pela defesa do cuidado em liberdade, rumo aos avanços e garantia dos serviços de atenção psicossocial no SUS”.
A secretária executiva do Conselho Estadual de Saúde, Lucia Almeida, lembra que essa conferência não é realizada há 10 anos e, para ela, o retorno do encontro é imprescindível para a melhoria das políticas públicas voltadas à saúde mental. “Esse encontro antecede o evento nacional que ocorre em outubro. Estamos preparando diretrizes com as deliberações de Mato Grosso para encaminharmos a Brasília e apresentarmos durante a conferência nacional”, explica Lucia.
Lucia ainda informa que as diretrizes serão apresentadas em Brasília pelos delegados eleitos. Integram a comissão de delegados os usuários do SUS, trabalhadores da saúde e representantes da gestão estadual. “Essas diretrizes são apresentadas para serem validadas e transformadas em políticas públicas”, conclui a secretária.
Contente com as discussões promovidas na conferência, o articulador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xavante, Delfim A’édzané Wa’õré, da etnia Xavante de Barra do Garças, acredita que é fundamental para seu povo apresentar as particulares e necessidades da sua comunidade. “Para o nosso povo, é importante mostrar a nossa realidade e nossa necessidade para todos da conferência ouvirem, já que as propostas vão ser apresentadas na etapa nacional”, celebra Delfim.
O articulador ainda pontua que levou como reivindicação a construção de um Centro de Atenção Psicossocial (Capsi) em sua comunidade. “Nossa busca, neste momento, é por um Capsi no nosso município para que o povo seja atendido, porque nossa população é de 26 mil pessoas e ainda não temos uma unidade local para atendê-los quando estiverem com a saúde mental comprometida”, acrescenta o xavante.
A médica do SUS que é responsável pelas comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas de Barão do Melgaço, Ana Carolina Copriva, avalia positivamente os espaços de debate sobre o cenário da saúde mental. “É um momento crucial para fazer a troca do que temos em comum e o que temos de diferença. Esse é um local de propor diretrizes que sejam implementadas para melhoria no atendimento, assistência e promoção a saúde para essas populações”, entende Ana, que é da etnia Bororo.
Beatriz Gonçalves Caetano é trabalhadora da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Mutum e, para ela, é necessário enfrentar o desafio da aceitação e acolhimento dos pacientes em tratamento da saúde mental. “Enfrentamos muita dificuldade desde a aceitação, o transporte e acolhimento desses pacientes. Então, estamos elaborando aqui propostas de grande valia para construirmos um futuro melhor para os nossos pacientes, visto que eles são pessoas que sofrem e estão doentes naquele momento e precisam de um tratamento adequado”, ressalta.
Já a psicóloga da Secretaria Municipal de Várzea Grande, Tatiane Costa, acredita que a discussão é importante para um sistema como o SUS, que é universal. “Já atuei 10 anos num Capsi, então eu vejo que é indispensável lutar pelas propostas de melhorias nessa área. É um debate em que todos precisam estar envolvidos porque hoje estou como trabalhadora, mas amanhã ou depois posso estar como usuária dos serviços da saúde mental”, reflete Tatiane.
A conferência
Durante a conferência, os participantes discutiram diversas temáticas. Entre elas, está a formulação de políticas estadual de saúde mental e o fortalecimento de programas e ações em saúde mental para todo o território de Mato Grosso. Além disso, foi validado o regimento interno, foram realizadas palestras sobre cuidado em liberdade como garantia de direito e cidadania, política em saúde mental e os princípios do SUS, que são universalidade, integralidade e equidade.
O grupo debateu também a gestão, financiamento, formação e participação social na garantia de serviços de saúde mental; os impactos na saúde mental da população e os desafios para o cuidado psicossocial durante e pós-pandemia.
Ao final do evento as equipes apresentaram os trabalhos propostos ao longo da programação e realizaram a eleição dos delegados para a etapa nacional da conferência.
MATO GROSSO
Liderança feminina ainda enfrenta barreiras, mas educação pode acelerar mudanças
No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, olhar para os números ajuda a compreender melhor o presente e também o futuro que está sendo construído.
Dados divulgados pelo LinkedIn indicam que apenas 29% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por mulheres. O índice permanece praticamente estagnado nos últimos anos, mesmo com as mulheres representando cerca de 45% da força de trabalho no país.
Os dados mostram que o talento feminino está presente no mercado de trabalho, mas o acesso aos espaços de decisão ainda representa um desafio relevante. Esse cenário ajuda a explicar a importância de iniciativas institucionais voltadas à ampliação da presença feminina em posições estratégicas, como ocorre na Trivento Educação.
Atualmente, 64% do corpo administrativo da instituição é composto por mulheres. No corpo docente, elas representam 55%. Já na alta liderança, a presença feminina alcança 56%, enquanto nas lideranças intermediárias o índice chega a 72%.
Quando esses números são comparados ao cenário geral do mercado de trabalho, fica evidente como ambientes organizacionais intencionalmente inclusivos podem produzir mudanças concretas.
Ao longo de mais de 25 anos de atuação no ensino superior, foi possível acompanhar de perto a evolução da presença feminina no ambiente corporativo. O avanço é inegável, mas também se observou, em diversos momentos, mulheres altamente qualificadas interrompendo suas trajetórias profissionais antes de alcançar posições de liderança.
Esse contexto reforça a importância da educação como ferramenta de transformação.
Instituições de ensino não formam apenas profissionais. Elas também formam referências e modelos de liderança.
Quando alunas convivem com mulheres ocupando posições de liderança acadêmica, administrativa e estratégica, passam a visualizar novas possibilidades para suas próprias trajetórias profissionais.
A liderança feminina, portanto, não deve ser compreendida apenas como uma pauta de diversidade. Trata-se também de uma agenda de transformação social. Cada mulher que ocupa um espaço de decisão contribui para ampliar horizontes e abrir caminhos simbólicos para muitas outras.
Observando a realidade atual da Trivento Educação, é possível afirmar que essa transformação já está em curso — tanto dentro da instituição quanto na trajetória das milhares de alunas que passam por suas salas de aula todos os anos.
A busca por maior presença feminina em posições de liderança ainda está longe de terminar. No entanto, quando surgem resultados concretos, fica evidente que o avanço é possível e que vale a pena continuar investindo nessa mudança.
*Débora Guerra, CEO da Trivento Educação.
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