MATO GROSSO
CGE lança sistema que permite monitoramento e correção proativa de questões administrativas
MATO GROSSO
Desenvolvido pela Unidade de Inteligência da CGE, o programa cruza dados de diversos sistemas do Governo para identificar situações que demandem ações corretivas na gestão administrativa dos órgãos e entidades estaduais, nas áreas de pessoal, contratação, financeiro, planejamento/orçamento e convênios/transferências.
“O CGE Alerta emerge como uma ferramenta estratégica, colocando Mato Grosso na vanguarda da inovação em governança pública”, observa o secretário-controlador geral do Estado, Paulo Farias.
A analista de projetos da CGE-MT, Ingrit dos Anjos Gomes, destaca que o diferencial do CGE Alerta é sua capacidade de agir proativamente. “Ao detectar situações incomuns, o sistema gera, automaticamente, e-mails direcionados aos gestores responsáveis pelo assunto em questão em cada secretaria”, explica.
Além disso, a ferramenta oferece sugestões de providências a serem adotadas para a correção imediata da situação. Essa abordagem proativa permite que as áreas responsáveis ajam rapidamente, antes mesmo de uma intervenção regular da CGE ou de outros órgãos de controle.
Com essa iniciativa, a CGE reforça seu compromisso com a modernização dos processos de controle interno, proporcionando maior agilidade e eficiência na identificação e correção de irregularidades, como parte da premissa de ajudar os órgãos e entidades a aprimorar sua atuação.
Inicialmente, o CGE Alerta se concentra em duas trilhas específicas: área de pessoal e financeira. Na área de pessoal, a ferramenta monitora licenças superiores a 24 meses, inassiduidade habitual, abandono de cargo, férias e licenças-prêmios acumuladas. Já na área financeira são acompanhadas trilhas sobre diárias sem prestação de contas, adiantamento sem prestação de contas e execução orçamentária dos programas governamentais.
Novas trilhas de monitoramento serão adicionadas à ferramenta conforme a CGE identificar áreas críticas que demandem uma análise mais aprofundada e ações corretivas proativas.
Para o construção do sistema, neste primeiro momento, a CGE apresentou a ferramenta a servidores das Unidades Setoriais de Controle Interno (Unisecis) da MTI, Sefaz, Sema e Sesp para contribuições.
Fonte: Governo MT – MT


MATO GROSSO
Decisão do STJ obriga juízes do TJMT analisar essencialidade de grãos em RJ de produtores rurais

O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deu provimento ao recurso especial interposto por produtores rurais, e reformou acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), obrigando os juízes a realizar novo julgamento sobre extraconcursalidade dos créditos e da essencialidade dos grãos no processo de recuperacional.
Os produtores entraram com recurso após o Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Rondonópolis deferir a recuperação judicial dos recorrentes, mas considerar que o crédito executado era de natureza extraconcursal, pois decorria de contrato de Barter com emissão de Cédula de Produto Rural (CPR), não se submetendo aos efeitos da recuperação. Porém, no julgamento, o Tribunal afastou a essencialidade dos grãos sem justificar as razões de tal medida.
Em sua decisão, o ministro destacou que o acórdão do TJMT se limitou a afirmar a extraconcursalidade do crédito com base na natureza da CPR, proveniente de contrato de Barter, porém, sem discorrer sobre a exceção prevista no artigo 11 da Lei 8.929/1994.
“Assim, não há elementos no acórdão que possam subsidiar, de forma concreta, a extraconcursalidade atribuída à CPR, muito menos a não essencialidade dos grãos para garantir o cumprimento do plano de recuperação”, diz trecho da decisão.
Operação Barter é uma operação financeira entre produtor rural e empresas de produtos utilizados no agronegócio, uma modalidade de crédito em que o pagamento ocorre de uma forma diferente do crédito convencional. Por meio de um acordo realizado antes da colheita, o produtor adquire insumos agrícolas e realiza o pagamento com os produtos que ele cultiva em sua lavoura. Isso quer dizer que não é preciso fazer o pagamento antecipado em dinheiro.
De acordo com o advogado do Grupo ERS e especialista em recuperação judicial, Allison Giuliano Franco e Sousa, a decisão traz mais segurança jurídica aos produtores rurais.
“Em um período em que os pedidos de recuperação judicial no campo crescem a cada novo levantamento divulgado, temos uma sinalização de um ministro do STJ que diz que o argumento dos produtores rurais para ficarem com os grãos, pois são bens essenciais para a manutenção da atividade é o suficiente. Com a decisão, o STJ obriga os juízes a se manifestarem sobre a essencialidade dos contratos de Barter, não podendo serem retirados imediatamente da recuperação judicial, isso traz mais segurança jurídica aos produtores”, explicou.
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