MATO GROSSO
Com apoio de Botelho, Projeto ‘Não É Fuxico, É Arte’ capacita mulheres de Cuiabá
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Cem mulheres dos bairros Jardim Umuarama, Residencial Nova Canaã e demais bairros da região Norte de Cuiabá capacitadas pelo projeto “Não é Fuxico, É Arte” já estão empreendendo no mercado de trabalho. A iniciativa da qualificação profissional em corte e costura, fuxico e de culinária conta com apoio do deputado Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT.
Para o deputado Botelho, proporcionar oportunidades de fomentar a economia local é possibilitar transformações reais na vida de muitas mulheres da Capital. “É uma alegria viabilizar cursos de capacitação para gerar mais emprego e renda. Desta forma, estamos incentivando o empreendedorismo feminino e consequentemente, elas vão melhorar as condições econômicas das famílias”, afirmou.
Na gastronomia, receitas tradicionais como doce de banana e chipa de queijo estimularam o desejo de aprender das mulheres beneficiadas. “É gratificante saber que aproveitaram ao máximo as oportunidades que dão condições de saírem da situação de vulnerabilidade social”, destacou o parlamentar.
O presidente da Associação dos Moradores do Altos da Glória, Ed Carlos Santana da Cruz, destaca o fortalecimento comunitário e o incremento na economia local como resultados positivos da iniciativa viabilizada pelo deputado.
“Através desse curso tive uma abertura na minha cabeça, mais clareza para que eu possa ganhar mais!”, disse Marlu Marcela, que já comercializa os artesanatos. Da mesma forma, Luciene Herculano Faria comemorou. “Só tenho a agradecer porque, com certeza, vou aumentar meus rendimentos”.
Força-tarefa
Além da parceria do deputado Botelho, o projeto “Não é Fuxico, é Arte” é uma realização da Organização Mundial Para a Educação Pré-Escolar (Omep-MT), a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) e Preto Produções.
Legenda 1: Botelho diz que os cursos para o público feminino fortalecem a economia local
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.