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Congresso de Governança e Controle Externo reúne servidores de todo o país no TCE-MT

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O intercâmbio social, esportivo e técnico foi contemplado no VI Congresso de Governança e Controle Externo que reuniu servidores de cortes de contas de todo o Brasil nesta quarta-feira (11), no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). A capacitação faz parte da programação das Olimpíadas dos Tribunais de Contas (OTC-Pantanal), que trouxe mais de 1,2 mil atletas a Cuiabá.

Presidente da Comissão Organizadora da OTC Pantanal, o conselheiro Sérgio Ricardo falou sobre o papel da qualificação, destacando que ela pode ser considerada como uma das mais de 20 modalidades disputadas ao longo da semana. Neste contexto, também chamou a atenção para o papel orientador que as instituições de controle externo podem assumir para contribuir com o desenvolvimento do país.

“Em Mato Grosso, nos últimos 13 anos, 51 municípios perderam população, somos um estado com muitas desigualdades regionais, com ilhas de prosperidade e ilhas de miséria. Tudo acontece por decisão política e os Tribunais de Contas podem auxiliar os municípios orientando as políticas públicas. O dinheiro público é só um e se não for bem investido, vai ser perdido, por isso temos que ser orientadores, não só punir. Quando chega a punição, alguém já foi prejudicado. Faço essa observação porque aqui estão pessoas que podem mudar essa realidade”, disse.

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

De acordo com o vice-presidente executivo da Atricon, Edilson de Sousa Silva, a proposta está alinhada ao perfil da corte de contas mato-grossense. “O TCE-MT é um Tribunal vanguardista e com sua visão estratégica realiza esse congresso para discutirmos temas de extrema relevância, como a governança, que é uma estratégia para garantir qualidade às políticas públicas que atendem a população. Este é um marco para Mato Grosso e para todo o sistema de controle.”

O presidente da Anostc, Evandro de Santa Cruz Arruda,também enalteceu o trabalho do TCE-MT à frente das Olimpíadas e do Congresso. “Estou vivendo aqui um momento muito importante para nossa Associação. Agradeço ao conselheiro Sérgio Ricardo, que trouxe segurança e trouxe um projeto inovador. As Olimpíadas hoje representam a união de um grupo que até um tempo atrás não se conhecia e que hoje, graças as este trabalho, tem uma tônica muito forte.”

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Para a diretora da Escola Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, o TCE-MT nunca foi tão qualificado quanto agora. “É uma honra estar aqui. Eu não posso falar dos outros tribunais dd contas, mas posso falar do meu TCE, o TCE do Estado de Mato Grosso, pois sou uma testemunha da qualidade deste TCE. Com uma expertise, com uma competência, um trabalho voltado para realmente cumprir o seu dever, tem englobado todos os órgãos, está realmente preocupado com a coisa pública. Essas orientações, o antes de errar, são muito importantes para todo mundo e, principalmente, para o povo. Com isso ajudamos o nosso estado a progredir ainda mais.”

Palestras

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT
Procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC),
Alisson Carvalho de Alencar.

Na ocasião, o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, palestrou sobre a eficácia das contas públicas: implementação do e-marketplace por meio de credenciamento. “Sou entusiasta do sistema tribunais de contas e entendo que eles têm papel fundamental para incentivar a desburocratização, e destravar a administração pública por meio de uma cultura de inovação e de tecnologia. O poder público precisa comprar de forma mais ágil, com menores preços.”

Já o presidente do TCE do Rio Grande do Norte, conselheiro Antonio Gilberto Jales, tratou sobre Governança e Gestão de Pessoas nos Tribunais de Contas. “A governança vem exatamente na tentativa de equilibrar o jogo de interesses. Precisamos responder qual é o interesse principal e da instituição. Como maximizar a possiblidade de que o comportamento desses agentes seja dirigido ao atendimento do interesse principal ou institucional.”

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O presidente da Fenastc, Amauri Peruzo, por sua vez, ministrou a palestra “Nascimento da cidadania e dos jogos olímpicos. O estado moderno e o orçamento público”.  “As Olimpíadas são a expressão do desenvolvimento do processo civilizatório. Trata-se de trocar as guerras de conquista e a violência por um processo de disputas lúdicas. Então, para continuarmos esse processo, buscamos dialogar e oferecer à sociedade uma prestação de serviço de qualidade”, disse.

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT
Vice-campeão Mundial de Judô, David Moura.

Além de assuntos pertinentes ao controle externo e difusão de modernos sistemas de governança, a programação contou com palestra do vice-campeão Mundial de Judô, David Moura, com o tema “Qual a sua luta?”.  “Às vezes a vida derruba a gente, mas o nosso lema no judô é cair e levantar mais forte. E é sobre isso que trato hoje, sobre o impacto do esporte. Sem dúvida nenhuma ele transformou a minha vida e acredito que por meio desta iniciativa do Tribunal muitas pessoas podem se conectar com esta história. As Olimpíadas incentivam não só a prática do alto rendimento, mas também a prática da saúde e da qualidade de vida, então essa ação é essencial.”

Também participaram do Congresso o primeiro subdefensor público-geral de Mato Grosso, Rogério Borges Freitas, e o secretário-geral do Ministério Público, promotor de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza.

O encontro também faz parte da programação de aniversário de 70 anos do TCE-MT, comemorado no dia 31 de outubro, e foi realizado em parceria entre o TCE-MT, a Associação Nacional Olímpica dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Anostc), Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e a Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Fenastc).

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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