MATO GROSSO
Em evento com professores, governador garante que vai continuar a investir na Educação
MATO GROSSO
O evento “Trilhando o Futuro: Um novo jeito de fazer educação” reuniu mais de quatro mil profissionais da educação, entre professores, coordenadores pedagógicos e gestores educacionais.
“Vamos continuar fazendo investimentos em todas as áreas da educação, como infraestrutura, tecnologia de ponta e material pedagógico de primeira linha, e investimentos nos nossos profissionais por meio de mais treinamentos e qualificação. As melhorias que estamos percebendo hoje nunca foram vistas e experimentadas na história de Mato Grosso. A educação tem hoje uma grande prioridade dentro da estratégia que nós estamos implementando”, afirmou o governador.
Mauro relembrou a situação das escolas antes de sua gestão.
“Faltavam condições mínimas nas escolas. Graças a Deus, superamos esse tempo. A educação pública precisa fornecer um ensino de qualidade e, por isso, criamos uma premiação para motivar nossos professores ainda mais. No ano passado, mais de dois mil profissionais tiveram 14º e 15º salário, baseados em resultados que estão trazendo para os nossos alunos”, destacou.
O governador garantiu que os estudantes das escolas estaduais e os professores vão presenciar mais melhorias nos próximos anos.
“Aquilo que nós planejamos em 2019 foi o certo para o nosso Estado. E vamos continuar trabalhando com seriedade, honestidade e aplicando corretamente o dinheiro público. Os professores e os alunos estão vendo e ainda vão ver muita coisa boa acontecer. Podem ter certeza”, finalizou.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.