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Escola de Saúde Pública forma primeira turma de especialistas em atendimento às pessoas autistas

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A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso, administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), formou 31 profissionais na primeira turma de especialização em Atenção à Saúde da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A solenidade de formatura ocorreu na tarde desta sexta-feira (08.12), no Hotel Fazenda Mato Grosso, e foi iniciada com a apresentação do hino nacional no saxofone pelo musicista autista João Paulo de Lima.

O objetivo da especialização é qualificar profissionais de nível superior em atenção à saúde da pessoa com TEA para atuarem em Mato Grosso, oferecendo recursos teóricos e práticos que poderão ser utilizados no ambiente de trabalho. Todos os profissionais que participaram da especialização atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a diretora da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, a formação oportuniza uma visão transdisciplinar e interprofissional, considerando a literatura científica atual, o instrumental ético, técnico, socioeconômico e jurídico para o atendimento dessa população.

“A partir da Lei nº 12.764, de 2012, a pessoa com TEA passou a ser reconhecida como uma pessoa com deficiência e, em decorrência da nova legislação, foi possível estender os mesmos direitos já garantidos às demais pessoas com deficiência. A Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA remete a um marco no que se refere à assistência, por meio da garantia de direito à proteção, assistência e promoção à saúde”, avaliou.

A gestora ainda enfatizou que, em 2017, foram instituídos pelo SUS os protocolos padronizados para a avaliação de riscos ao desenvolvimento psíquico de crianças de até 18 meses de idade. A detecção precoce dos sinais dessa condição permite avaliar e tratar os transtornos de forma a trazer bem-estar mental e emocional para a criança.

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Silvia ressaltou que o TEA é caracterizado pela perda da interação social, com dificuldade ou impossibilidade de comunicação e inabilidade para estabelecer contato interpessoal. É um distúrbio do neurodesenvolvimento complexo e apresenta níveis variados de gravidade.

As pessoas com TEA também podem apresentar outras condições concomitantes, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Para a coordenadora do curso de especialização, Solanyara Silva, que também é mãe atípica, o curso dá mais segurança para a atuação dos profissionais.

“Muitos profissionais se sentem inseguros para atender a essa população e a especialização, além de todo o conhecimento, ela permeou e teve como eixo principal a humanização do atendimento em saúde. Trouxemos referências nacionais e internacionais que fizeram a diferença e hoje entregamos para a sociedade 31 especialistas que estão preparados para atender a essa população e as suas famílias”, avaliou.

Promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso e mãe atípica, Sasenazy Soares Rocha Daufenbach esteve presente na solenidade, e ponderou que a formatura dos novos especialistas marca o início de uma transformação na forma de ofertar saúde para a população com TEA.

“O curso de especialização vem justamente com uma roupagem de tratamento à sociedade, de forma a ensinar à sociedade como deve ser esse tratamento, além do acolhimento e da mudança de alguns paradigmas do que vem sendo feito. Essa especialização é um ponta pé inicial importantíssimo para que todo esse processo aconteça de uma forma efetiva, já que muitos profissionais tentam executar os seus trabalhos, mas pela ausência do conhecimento, não conseguem fazer de forma efetiva, o que dificulta a continuidade de terapias e tratamentos”, disse.

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Transformações

O médico neuropediatra do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) Augusto Saldanha foi aluno do curso e recebeu o título de especialista. Durante o seu testemunho público, ele destacou que o curso o proporcionou uma importante transformação.

“Eu quero reconhecer que esse curso não foi só de formação, mas sim de transformação. Essa questão da humanização não é ensinada para o médico, nós somos ensinados a resolver problemas. Quando fazemos esse curso, aprendemos que é preciso mais do que isso”, disse.

Já a psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde de Paranaíta (a 838 km de Cuiabá), Suzane Capestré, disse que a especialização proporcionou a ela a criação de um projeto para o município em que atua. O objetivo é compartilhar todo o conhecimento que ela adquiriu durante o curso.

“Até o momento da minha inserção no curso de especialização, o nosso município era carente de informações sobre o TEA. Eu estar aqui me permite levar esse conhecimento para o município onde eu atuo. Inclusive, o meu projeto de intervenção para a conclusão do curso é para levar uma qualificação profissional na atenção básica [de Paranaíta]. Agora somos capazes de ofertar um atendimento com acolhimento, cuidado integral e com amor, pois nos apropriamos do conhecimento”, concluiu.

Também integraram a mesa de encerramento do curso a coordenadora do Cridac CER 3, Luciana Cerqueira; a representante da Superintendência de Atenção à Saúde da SES, Valéria Vuolo; a presidente da Associação de Amigos do Autista de Mato Grosso, Kelly Viegas, e a representante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cecília Moraes.

Fonte: Governo MT – MT

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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