MATO GROSSO
Fórum começa com discussão sobre a importância do esporte na escola
MATO GROSSO
Os debates sobre a importância do esporte na escola deram o tom do primeiro dia do Fórum Estadual de Esportes e Lazer, que começou nesta sexta-feira (18), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. O evento é realizado pela Secretaria de Educação, Esportes e Lazer (Seduc-MT) e conta com apoio do Conselho Regional de Educação Física de Mato Grosso.
Abertura do fórum ocorreu por volta das 19h30 e contou com presença de gestores municipais de esporte vindos de diferentes regiões do estado. A noite começou com a exibição de um vídeo sobre o esporte na vida das pessoas, desde os primeiros anos de vida até chegar a terceira idade.
O secretário adjunto de Esportes e Lazer, Pedro Luiz Sinohara, fez um balanço das atividades desenvolvidas no ano passado. “Percorremos mais de 28 mil quilômetros pelo interior do estado e isso permitiu que fizéssemos uma radiográfica sobre as principais necessidades do esporte e lazer em Mato Grosso”, afirmou.
Ele também falou que neste ano a secretaria pretende elaborar uma lei de incentivo ao esporte no estado. Essa lei, conforme Sinohara, vai assegurar recursos para o setor no orçamento anual do Governo de Mato Grosso. “Seria uma espécie de fundos para garantir mais investimentos no esporte do Estado”, acrescentou.
Incentivo ao esporte
O gestor também falou que a pasta pretende retomar o Amadorzão de Futebol, que envolve times de todo Mato Grosso. Outro retorno para 2016 serão os Jogos Abertos, que funcionam como continuidade dos jogos escolares e estudantis.“Neste ano também queremos realizar pela primeira vez os Jogos Estaduais Paralímpicos”, completou.
A noite contou com a presença da diretora do Departamento e Planejamento e Gestão Estratégica do Ministério do Esporte, Cássia Damiani, que destacou a importância de fomentar o esporte na base, principalmente, para a formação cidadã das crianças.
De acordo com ela é preciso uma política que universalize o esporte para as crianças. “Para onde vão esses meninos e meninas depois dos jogos escolares? Eles passam da idade escolar e não há uma continuidade do esporte na vida deles. É preciso ter essa continuação para não perdermos grandes talentos”, alertou.
O presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Luciano Cabral, ressaltou a importância de se promover o fórum. “Trata-se de um evento democrático onde os gestores podem ajudar na construção de políticas públicas permanentes para o esporte de Mato Grosso”, ressaltou.
Palestra
A noite contou com a palestra “O Esporte na Escola e suas Dimensões” do professor da Universidade Estadual do Ceará, Ricardo Catunda. Ele começou a apresentação de maneira descontraída ao fazer uma dinâmica com os gestores municipais.
“Vocês estão há uma hora e meia sentados. Então eu quero que vocês levantem e espreguicem o corpo, mas espreguicem sem pudor. Agora eu quero que vocês deem um abraço bem apertado no colega que está ao seu lado”, descontraiu Catunda.
Depois da dinâmica, o professor cearense falou sobre a importância de fortalecer o esporte dentro das escolas. Segundo ele o governo brasileiro estabeleceu um plano do país se tonar uma potência olímpica. “O problema é que o Brasil que ser essa potência, mas não investe na base, na iniciação esportiva para crianças. Dessa maneira nunca chegaremos lá”, advertiu Catunda.
Ele enfatizou que é preciso estabelecer um projeto pedagógico para o esporte na escola em todo Brasil. O professor citou o exemplo do estado de São Paulo, que estabeleceu nas unidades de ensino a obrigatoriedade da prática de esportes no contra turno dos estudantes. “E isso é uma disciplina obrigatória, está na grande curricular das escolas. Ou seja, o aluno precisa comparecer nas aulas extras para passar de ano”.
Catunda ressaltou que todo esse processo de transformação tem que passar pela escola. “É na escola que o aluno passa boa parte do seu dia. É nessa fase da vida que a pessoa está no processo de aprendizagem. Então o esporte desenvolvido na escola pode ajudar na formação cidadã dos estudantes, além de toda uma cultural de vida saudável”.
Gestores
O secretário adjunto de Esportes e Lazer do município de Colíder, Serafim Gomes, avaliou positivamente o primeiro dia do fórum. Ele falou que iniciativas como essas devem ocorrer com mais frequência durante o ano. “É a oportunidade onde podemos expor nossas dificuldades para o Governo de Mato Grosso e também dar sugestões de como fortalecer o esporte no estado”.
Jusmar Alves, secretário de Esportes de São Félix do Araguaia, viajou 1.100 quilômetros até Cuiabá para acompanhar o fórum. “Se nós não viermos as coisa não vem até nós. Por isso estamos aqui para pensarmos as melhores propostas para fortalecer o esporte na região nordeste de Mato Grosso”.
Ele acredita que o fórum é um processo que pode plantar uma semente para o desenvolvimento da região de São Felix. “Nós estamos lá na ponta do estado e tudo que pedimos é igualdade no desenvolvimento das políticas públicas de esporte para o estado”, defendeu.
A noite terminou com a sessão de autógrafos do livro “Recomendações para a Educação Física Escolar”, do professor Ricardo Catunda.
A programação do evento segue neste sábado (19) com mais palestras e debates. O gestores municipais também formarão grupos de discussão para elaborar propostas para o esporte e lazer em Mato Grosso. O dia também contará com a palestra da representante do Ministério do Esporte, Cássia Damiani, e apresentação do projeto Esporte na Escola.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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