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Fórum das Cadeias Produtivas da Agricultura Familiar apresentou experiências de sucesso em MT

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A agricultura familiar foi o tema do Fórum das Cadeias Produtivas, na 55ª Exposição Industrial, Comercial e Agropecuária do Estado (Expoagro), que reuniu 150 pessoas entre produtores, gestores e especialistas nas cadeias produtivas da bovinocultura, fruticultura, apicultura, turismo rural e piscicultura. Promovido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), o espaço serviu para apresentar oportunidades e desafios do setor.

Para a produtora Odete Nunes do Amaral o fórum foi uma experiência que clareou suas ideias relacionadas à cultura da banana da terra. Moradora da Comunidade Mata Cavalo, no município de Nossa Senhora do Livramento, ela destaca que tinha muitas dúvidas, mas que foram solucionadas. “Ajudo minha nora na lida na roça e, ela, está produzindo banana e tem sempre uma situação e outra que não conseguimos entender porque acontece. Ouvindo pesquisador da Empaer, Humberto de Carvalho Marcilio, meus questionamentos foram sanados”, contou.

Quem também aproveitou a oportunidade para ouvir as palestras e explanar sua história de vida foi a empreendedora rural, social e criativa, Zilair Martins. Ela contou como conseguiu montar o Empório Serra Pantaneira e agregar valores com a cana de açúcar e a banana. “Já participei de vários eventos como este contando um pouco da minha trajetória de vida junto do meu marido e filhos, mas vejo que aprendo muito mais em cada experiência. Como são vários assuntos, condenso tudo e tento de alguma forma colocar em prática tudo que aprendi”.

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Falando sobre calendários sanitários em rebanho leiteiro e a importância da implantação, a coordenadora regional da Empaer e médica veterinária, Luma Camargo Prado, destacou a importância da assistência técnica. “É um conjunto de fatores, mas o importante é estabelecer um calendário de vacinação, um controle estratégico de parasitas, diagnosticar o problema e agir rápido, investir em prevenção e fechar parcerias sólidas”.

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A experiência de sucesso da feira É de Livramento, foi apresentado pelo secretário de turismo do município de Nossa Senhora do Livramento, José Eugenio. Realizada desde 2017, a iniciativa já é referência na baixada cuiabana pela organização e diversidade de produtos. Eugenio explicou que para este ano serão 11 edições, além da participação em alguns eventos no Estado. “Hoje estão catalogados 185 produtos ofertados por aproximadamente 42 famílias que vivem da agricultura familiar. Participando da feira são 58 famílias, no cadastro reserva 30 delas aguardam disponibilidade”, explica ele.

Sobre turismo rural, os técnicos da Empaer, Ludmila Bodnar e Robson Junior Hartmann, que é turismólogo, explanaram sobre os projetos que estão à frente. Ludmila, acompanhada dos protagonistas do projeto Caminhos do Morro, contou um pouco de como estão tentando fomentar o turismo rural no entorno do Morro de Santo Antônio, na comunidade Morrinhos, em Santo Antônio do Leverger. “É um desafio que estamos caminhando e tem trazido resultados positivos na região. O importante e estamos sempre atualizando e buscando conhecimento”.

Já Robson, falou da experiência das caminhadas na natureza e o concurso gastronômico de pratos rurais, em Mirassol D´Oeste. “Fomentar o turismo rurais é explorar o que já tem nos espaços. A ideia de associar a gastronomia veio para unir ainda mais os grupos de mulheres das comunidades que já existem na região”. Nas palestras, foram apresentados ainda sobre os desafios de empreender no espaço rural pelo proprietário da pousada Recanto de Compostela, Valdizar Andrade, em Jangada. Na cadeia produtiva da fruticultura tropical, o técnico da Seaf Leonardo da Silva Ribeiro destacou sobre os desafios do setor.

Na piscicultura, a experiência de criar tilápias em tanques elevados, foi apresentado pelo presidente da Cooperativa Múltipla de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso (Coodesus), Marcio Paulo da Silva. A última palestra foi sobre a produção de mel, com o especialista em apicultura, Catarino Mendes.

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Autoridades

Na abertura da programação, a secretária Teté Bezerra e o presidente da Empaer Renaldo Loffi, falaram das políticas públicas nas cadeias produtivas no segmento. Teté, fez um panorama das atividades, programas e projetos desenvolvido na pasta e os avanços alcançados. “Trabalhamos em conjunto com a Empaer que é nosso braço e está contato direto com o produtor, principalmente na assistência técnica. Estamos avançando, mas tem muito trabalho ainda”.

Para o presidente da Empaer, o tema agricultura familiar estar inserida na programação do fórum das cadeias produtiva foi um acerto e vem para reforça a necessidade do trabalho em conjunto com o agronegócio. “Esse é o caminho e estamos unidos em um bem comum que é oferecer condições para o produtor familiar ter acesso as políticas públicas do setor e ter autonomia no seu negócio”.

O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira, destacou a importância do protagonismo da Empaer que esteve à frente da organização do dia da agricultura familiar. “Foi um sucesso e recorde de público. Isso mostra que estamos no caminho certo. Levar informações e mostrar caminhos para quem precisa é o papel do gestor”.

Também esteve presente na abertura a secretária adjunta de gestão ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Luciane Bertinatto, além de gestores dos municípios de Itiquira, Sorriso, Poconé, Tangará da Serra, Nova Brasilândia, Mirassol D´Oeste, Gaúcha do Norte, Nova Mutum, Santos Antônio do Leverger, Chapada dos Guimarães, Cuiabá e Várzea Grande.¿

Fonte: Governo MT – MT

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“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia

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Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.

A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.

“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.

Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.

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O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.

Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.

O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0

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