MATO GROSSO
Funcionários de terceirizada da Prefeitura protestam na Câmara
MATO GROSSO
Funcionários da empresa Bem Estar Prestadora de Serviços, terceirizada que presta serviços à Prefeitura de Cuiabá, protestaram na manhã desta terça-feira (3) na Câmara Municipal alegando atraso no pagamento de salários, de benefícios e até assédio moral.
A Bem Estar presta serviços para a Prefeitura nos setores de habitação, meio ambiente, obras e turismo.
Um dos funcionários, Luciano Arruda Duarte, relatou que há colegas que não recebem salário há sete meses. Além disso, segundo ele há um jogo de ‘empurra-empurra’, porque a Prefeitura alega já ter repassado os valores e a empresa diz que ainda não recebeu.
“Estou aqui com meus companheiros que estão há mais de seis meses. Tem gente de sete meses sem receber salário e a empresa declarou falência porque a Prefeitura não repassou nada. Nós chegamos aqui e os vereadores falam que a Prefeitura repassou. É um jogo para lá e para cá”, disse.
São seis meses de atraso. Em janeiro temos férias para receber, fomos lá tentar fazer acordo com a empresa. Eles falaram para a gente que não tem o repasse da Prefeitura. Então, fomos até a Prefeitura. Chegamos lá e disseram que já repassaram. Então quem está mentindo?”, disse Tiago Williamson, que exerce funções administrativas.
Uma outra funcionária identificada, como Tatiane Lemes dos Santos, que também trabalha no administrativo da empresa, diz que está com três meses de salário atrasado. Hoje em dia, ela passa por dificuldades até para se alimentar.
“A gente tem que pensar no que vai comer hoje. Esses dias eu não tinha dinheiro pra comprar uma tubaína. Fiquei revoltada dentro da minha casa, fiquei revoltada”, disse. “Eu não sei o que eu vou fazer dia 10 para pagar meu aluguel. Tem meu aluguel, minha ceia de Natal com a minha família, não sei”.
Ela conta que foi indicada para a vaga pelo vereador Mário Nadaf (PV), em troca de ela trabalhar em sua campanha política para as eleições deste ano.
Na última semana, alguns funcionários foram fazer um protesto em frente à sede da empresa, no bairro Esperança, mas segundo eles, a Polícia foi chamada para retirá-los do local. Os responsáveis pela empresa ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.
“Nós estamos devendo, moramos de aluguel. Cadê você, Emanuel Pinheiro? Pague esse povo! O povo quer passar o Natal e o Ano Novo com uma ceia bonita. Você está bem, você está rico, rapaz, mas e os trabalhadores que ‘ralou’? Vereadores, socorro”, gritou Luciano, que está há seis meses sem receber, visivelmente irritado.
Outro lado
O MidiaNews procurou a Prefeitura de Cuiabá, que se manifestou por meio de nota. Segundo o texto, tudo está dentro do prazo legal de medição e pagamento da nota de serviços prestados pela empresa Bem-Estar Ltda., atendendo ao prazo descrito contratualmente.
A administração de Emanuel Pinheiro disse que não possui gestão direta sob a contratação, demissão ou pagamento dos funcionários que possuem vínculo empregatício com a prestadora de serviço e afirmou ainda que todos os contratos são publicizados e seguem os ritos legais.
Os vereadores assinaram um requerimento para convocar o proprietário da Bem Estar a ir até o Parlamento prestar explicações sobre as acusações.
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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