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Galeria Lava Pés recebe exposição nacional “Bancos indígenas do Brasil”

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Chega a Cuiabá a exposição “Bancos indígenas do Brasil”, que apresenta um pouco da diversidade cultural e beleza artística de 29 povos da Amazônia e da Terra Indígena do Xingu. A mostra será aberta nesta quinta-feira (03.11), às 19h, na Galeria de Artes Lava Pés, localizada no piso térreo da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A entrada é gratuita.

Composta por 86 bancos de artistas indígenas, a exposição tem curadoria de Marisa Moreira Salles e Tomas Alvim. Entre as etnias representadas estão a Aweti, Kalapalo, Kawaiwete, Kayabi, Trumai, Wajãpi, Tukano, Ye’kwana e outras. Além dos bancos, a mostra inclui fotografias e vídeos de Rafael Costa.

A exposição “Bancos indígenas do Brasil” integra a Coleção BEI, que hoje é uma referência em arte indígena brasileira. É composta por 500 peças esculpidas em madeira, sendo a maioria em formato de animais, que revelam a beleza das formas, cores e grafismos da arte indígena. As obras aliam funcionalidade e beleza, ao mesmo tempo que são reconhecidos como objetos de arte e design. Todas são criadas a partir de um único tronco de madeira e pintadas com resinas naturais, como o ingá misturado com pó de carvão e o urucum.

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“A Coleção BEI nasceu de um deslumbramento estético com a  beleza das formas, cores, grafismos e texturas dos bancos indígenas brasileiros. A funcionalidade aliada à elegância revela a história e a cultura dos povos que os fabricam. Esta coleção reúne obras que dizem muito sobre a identidade brasileira”, destacam os curadores Marisa Moreira Salles e Tomas Alvim.

Esta é a primeira vez que a exposição ‘Bancos indígenas do Brasil’ é apresentada em Cuiabá. A mostra nacional já circulou por outros estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e fora do país.

Para saber mais sobre a Coleção BEI, os artistas e as obras, acesse o site colecaobei.com.br 

Serviço:

Exposição Bancos indígenas do Brasil

Data: 03 de novembro a 24 de março de 2023

Horário: 8h às 18h, de segunda a sexta-feira

Local: Galeria de Artes Lava Pés. Localizada no piso térreo da Secel-MT. Endereço: Avenida José Monteiro de Figueiredo, 510, Duque de Caxias, Cuiabá.

Entrada: gratuita

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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