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Gefron apreende 112 tabletes de entorpecentes e causa prejuízo ao crime de R$ 2,3 milhões

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O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) realizou a apreensão de 112 tabletes de pasta base e cloridrato de cocaína durante uma operação realizada em uma região de mata na área rural de Porto Esperidião (323 km de Cuiabá). A ação ocorreu na tarde desta terça-feira (05.03), como parte das operações “Protetor das Fronteiras e Divisas” e “Ágata”.

A equipe policial estava em diligência na área rural da cidade quando avistou quatro indivíduos carregando sacos conhecidos como “cangas”, frequentemente utilizados para o transporte de drogas. Ao perceberem a presença dos policiais, o grupo abandonou os sacos e fugiu se embrenhando na mata.

Dentro dos sacos os policiais encontraram 66 tabletes de pasta base de cocaína e 46 de cloridrato de cocaína. O entorpecente está avaliado em R$ 2,3 milhões, valor de prejuízo ao tráfico internacional de drogas.

Os materiais foram apreendidos e encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal de Cáceres para as medidas necessárias.

As operações têm como objetivo o combate aos crimes transfronteiriços entre o Brasil e a Bolívia.

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Participaram da ocorrência a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gefron, Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e Polícia Militar, juntamente com o Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, e Receita Federal.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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