MATO GROSSO
Governador entrega contas ao TCE e destaca que equilíbrio fiscal tem garantido grandes investimentos em MT
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Ele destacou que o esforço em manter o equilíbrio fiscal, mesmo com a queda de arrecadação do ano passado, resultou na continuidade de fortes investimentos em obras de infraestrutura em todos os municípios do Estado.
O relatório das contas mostra que o Governo de Mato Grosso investiu mais de 19% de toda a arrecadação em investimentos.
“Mais uma vez fechamos o ano com equilíbrio fiscal e mantivemos os repasses aos nossos fornecedores rigorosamente no prazo correto. Nunca atrasamos um dia sequer e estamos fazendo uma boa gestão do dinheiro do contribuinte para fazer importantes investimentos em todo o Estado”, afirmou o governador.
Mauro falou ainda sobre a expectativa da análise do TCE sobre as condutas de planejamento e cumprimento dos limites constitucionais e legais, com base na Lei Orçamentária Anual (LOA).
“Tenho absoluta convicção de que o TCE faz uma análise técnica e um importante controle das contas. Os números são muito transparentes e tenho a tranquilidade em saber que nossa administração cumpre corretamente o seu papel. Nossa expectativa é de que a boa performance de 2023 se mantenha em 2024”, destacou. ![]()
O presidente do TCE, o conselheiro Sérgio Ricardo, parabenizou o governador Mauro Mendes pela entrega das contas estaduais dentro do prazo.
Ele pontuou que o bom desempenho de Mato Grosso no Produto Interno Bruto (PIB) está atrelado a uma gestão “positiva e propositiva” do Governo do Estado.
“É um Estado com um PIB muito bom, que está em desenvolvimento e em constante crescimento. Isso se reverteu em mais de 800 convênios com as prefeituras. Enquanto o país aplica cerca de 2% em infraestrutura, Mato Grosso investiu 19% nesse setor. Então o tribunal tem tranquilidade e conforto para analisar as contas, porque está tudo a olhos vistos”, explicou.
O presidente reforçou que o Tribunal de Contas enxerga o bom desempenho da gestão estadual, seja na construção de seis hospitais que estão em andamento ou nos investimentos feitos no menor município de Mato Grosso.
“O TCE cobra um desenvolvimento mais igualitário e que todas as ações do Estado cheguem aos municípios. E a gente observa na prática que isso está acontecendo. Estivemos recentemente em Araguainha, o menor município do Estado, e lá tem obras do Governo”, relembrou. ![]()
Também participaram da entrega das contas: os conselheiros Guilherme Maluf, José Novelli, Valter Albano, Antônio Joaquim e Waldir Teis; os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão) e Rogério Gallo (Fazenda); e o o controlador-geral do Estado, Paulo Farias.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.