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Governador: “Era uma trajetória que parecia impossível, mas agora vamos ter máquinas na estrada duplicando a BR-163”

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O governador Mauro Mendes afirmou que as obras iniciais de recuperação da BR-163 devem iniciar rapidamente, com máquinas na estrada já nos próximos dias, concretizando “uma trajetória que parecia impossível’.

As primeiras ordens de serviço após o Governo de Mato Grosso assumir a concessão foram assinadas na manhã desta sexta-feira (05.05).

“Já demos ordem de serviço para requalificar Cuiabá-Sinop. Queremos ter rapidamente máquinas na estrada duplicando essa rodovia e cumprindo esse papel tão importante para Mato Grosso e para nós”, declarou o governador, durante o evento de assinatura.

A concessão da BR-163 foi oficialmente assumida nesta quinta-feira (04.05), em cerimônia realizada em Brasília com o presidente da república Luís Inácio Lula da Silva. A MT-PAR será acionista majoritária da Nova Rota e a previsão de investimentos nos próximos dois anos é de R$ 1,6 bilhão.

As ordens de serviço assinadas pelo governador correspondem a 5 trechos da rodovia: o primeiro na Rodovia dos Imigrantes, em Cuiabá e Várzea Grande; o segundo entre Várzea Grande e Jangada; o terceiro entre Jangada e Rosário Oeste; o quarto entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde; e o último entre Lucas do Rio Verde e Sinop.

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Em seu discurso, Mauro Mendes lembrou das dificuldades enfrentadas para encontrar uma solução para os problemas da rodovia, que é federal e há anos estava com dificuldades de operar e realizar os investimentos necessários. Pela relicitação, as obras poderiam demorar mais cinco anos para iniciarem.

A alternativa encontrada pelo Estado foi considerada inédita e inovadora pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo mercado, além de ser classificada como “corajosa” pelo presidente Lula.

“Fico feliz por termos chegado ao final de uma trajetória que parecia impossível. Era tanto problema que tinha que resolver, tantas arestas que tinham que ser aparadas, tantas reuniões que foram feitas. Horas e horas de reunião, de articulação, de negociação, mas vencemos os obstáculos, assumimos a concessão e agradeço a todos que deram contribuição para isso”, relatou.

O governador adiantou que irá cobrar eficiência da companhia responsável, a Nova Rota do Oeste, para que as obras saiam conforme o cronograma e com qualidade.

“Nós vamos cobrar de vocês eficiência. Vocês têm o dever de mostrar um grande exemplo, têm o dever de estar entre as mais eficientes. Vou cobrar o conselho de administração, a sociedade vai cobrar, a imprensa vai cobrar, porque estamos investindo R$ 1,6 bilhão do cidadão nessa companhia e queremos resultado”, reforçou.

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Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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