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Governador se reúne com presidente do Ibama em busca de solução para o Portão do Inferno

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Ibama garantiu uma análise cuidadosa da renovação do termo de delegação de competência da MT-251

Em reunião com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, o governador Mauro Mendes tratou sobre a questão do Portão do Inferno e a renovação do termo que delega a competência para gerir a MT 251. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira (25.01), em Brasília.

Durante a reunião, o governador destacou que o objetivo é encontrar uma “boa solução”, envolvendo o trecho do Portão do Inferno e a MT-251, que liga Cuiabá a Chapada do Guimarães.

“Viemos até a sede do Ibama para tratar sobre o licenciamento da MT-251. O processo está sendo analisado e devemos ter uma resposta nas próximas semanas. Estamos trabalhando por uma solução boa e rápida no Portão do Inferno para a população e para o meio ambiente, mas também queremos implementar mecanismos que garantam um melhor fluxo entre Cuiabá e Chapada”, afirmou Mauro Mendes.

A liberação do Ibama é necessária para que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) fique responsável pela concessão de licenças em caso de duplicação da estrada.

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O presidente do Ibama assegurou o comprometimento da instituição em analisar cuidadosamente a solicitação do governador Mauro Mendes para garantir uma gestão equilibrada entre melhoria de infraestrutura e preservação ambiental.

“O Ibama vai analisar com muita atenção esse pedido. Nós temos toda a intenção do mundo de resolver esse problema. Vamos trabalhar em conjunto com as equipes do governo do Governo de Mato Grosso para que possamos equacionar e dar uma solução para esse problema”, garantiu.

Também estiveram presentes na reunião com o Ibama o senador Wellington Fagundes, o deputado estadual Carlos Avalone, e os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e Grasi Bugalho (Assistência Social).

Interdição

O trecho do Portão do Inferno, na MT-251, registrou dois deslizamentos em menos de 24 horas no início de dezembro do ano passado. Parte das rochas caiu na pista. No fim daquele mês, outro deslizamento ocorreu.

O Governo de Mato Grosso publicou uma portaria, em 13 de dezembro, para interditar o tráfego de veículos pesados na região para evitar maiores riscos. A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) iniciou a instalação de telas de contenção para prevenir novos deslizamentos. Desde então, o trânsito no local fica interditado de segunda a sexta das 9 às 11 horas para as obras e, em seguida, liberado em meia pista.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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