MATO GROSSO
Governador, senador e deputados eleitos serão diplomados no próximo dia 15 em Mato Grosso
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A Assembleia Legislativa realiza no dia 15 de dezembro às 19h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, a cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos por Mato Grosso em 2022 realizada pela Justiça Eleitoral. A presença no evento será restrita aos eleitos e seus convidados, e a imprensa – por conta da capacidade do local.
A diplomação é a última fase do processo eleitoral e atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e está apto a tomar posse no cargo. O Regimento Interno da ALMT prevê que a cerimônia de posse dos parlamentares seja feita sempre no dia 1º de fevereiro às 9h do ano subsequente à eleição.
Os membros do Parlamento estadual da 20ª Legislatura (2023-2027) a serem diplomados nas vagas de deputados estaduais são Janaína Riva (MDB), Max Russi (PSB), Eduardo Botelho (União), Ondanir Bortolini – Nininho (PSD), Lúdio Cabral (PT), Gilberto Cattani (PL), Dilmar Dal Bosco (União), Sebastião Rezende (União), Júlio Campos (União), Thiago Silva (MDB), Faissal Calil (Cidadania), Fábio José Tardin – Fabinho (PSB), Valdir Barranco (PT), Carlos Avallone (PSDB), Alberto Machado – Beto Dois a Um (PSB), Claudio Ferreira (PTB), Diego Guimarães (Republicanos), José Eugênio de Paiva – Dr. Eugênio (PSB), Valmir Moretto (Republicanos), João José de Matos – Dr. João (MDB), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSD), Elizeu Nascimento (PL) e Lídio Barbosa – Juca do Guaraná Filho (MDB).
Dos 24 deputados estaduais da atual legislatura (2019-2023), 18 foram reeleitos e outros seis vão ocupar uma cadeira na Assembleia pela primeira vez. Confira aqui um resumo sobre cada um dos eleitos e outras informações sobre a futura composição da ALMT. Entre as principais funções dos ocupantes desse cargo estão apresentação de projetos de lei e outras propostas legislativas, votação de projetos de autoria de outros deputados, do Governo Estadual e de outros órgãos de Estado. Os parlamentares também têm a prerrogativa de fiscalizar o poder executivo estadual, inclusive criando Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI).
Outros cargos – Na ocasião também serão diplomados os eleitos para os cargos de governador de Mato Grosso, deputados federais e senador. O atual governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), receberá o diploma para o segundo mandato, assim como o vice-governador eleito, Otaviano Pivetta. No Senado Federal, Wellington Fagundes (PL) representará o estado, sendo 1º suplente Mauro Carvalho e 2ª suplente, Rosana Martinelli.
Para atuar como deputados federais serão diplomados Fábio Garcia (União), Abílio Diniz (PL), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Emanuel Pinheiro da Silva Primo – Emanuelzinho (MDB), Amália Barros (PL), Rubia Fernanda Diniz Robson Santos de Siqueira – Coronel Fernanda (PL) e Jonildo José de Assis – Coronel Assis (União).
FONTE/ REPOST: OLHAR DIRETO
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.