MATO GROSSO
Governo de MT firma compromisso com a China para ampliar comércio agrícola sustentável
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso firmou nesta terça-feira (08.03) memorando de entendimento com o Instituto Ambiental Global Yongxu do Distrito de Chaoyang de Pequim, da China, com o objetivo de estreitar as relações comerciais de produção agrícola sustentável e criar o sistema de carne carbono neutro.
Além do governador Mauro Mendes, também assinaram o documento por Mato Grosso, os presidentes da Famato, Normando Corral, e do Imac, Caio Penido.
O governador afirmou que a China é uma importante parceira comercial do Estado e o entendimento entre Mato Grosso e o país irá aprofundar os laços de relacionamento, unindo ações de práticas agrícolas sustentáveis, que irão gerar bons resultados para ambos os lados.
“Mato Grosso é um grande produtor de alimentos e vai liderar o país no processo de exportações nos próximos anos. Mas tão importante quanto produzir, é produzir de forma sustentável, respeitando a nova ordem mundial, que é a economia de baixo carbono, reduzindo as emissões de carbono e dando importante contribuição a esse esforço mundial em prol do clima de todo planeta”, destacou Mauro Mendes.

O chefe do Executivo Estadual ainda asseverou ter a intenção de fazer do memorando de entendimento um instrumento de mais oportunidades entre Mato Grosso e a China.
“Obrigado pela confiança em nosso Estado, região do planeta que mais produz alimentos e faz isso de forma sustentável. Com esse protocolo para desenvolver a carne carbono neutro, podem ter certeza de que Governo e iniciativa privada estarão empenhados para alcançar todos os objetivos estabelecidos”, declarou.
Para Jin Jiaman, representante do Instituto Ambiental Global Yongxu do Distrito de Chaoyang de Pequim, o entendimento entre o Governo de Mato Grosso e o instituto possibilitará a construção de uma cadeia de valor sustentável, visando promover um sistema mútuo de certificação da carne bovina. “As economias de Mato Grosso e da China são complementares e vemos grandes perspectivas de investimento chinês no agronegócio do Estado”.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, pontuou que a assinatura do protocolo vem ao encontro da política de desenvolvimento sustentável e ambiental da atual gestão de Mato Grosso.
“Esse entendimento demonstra que temos condições de garantir a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente, com produção sustentável, construindo políticas de desenvolvimento aliado a um planeta saudável, onde todos tenham direito a se alimentar e crescer com saúde. O estado de Mato Grosso está empenhado nessa iniciativa”, disse Cesar Miranda.
Também acompanharam a assinatura a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e a assessora de Assuntos Internacionais, Rita Chiletto, entre outras autoridades nacionais e internacionais.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.