MATO GROSSO
Governo do Estado nomeia 21 servidores para a Politec
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O Governo de Mato Grosso publicou, nas edições do Diário Oficial de terça-feira (13) e quarta-feira (14/12), a nomeação de 21 servidores para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para sete municípios de Mato Grosso.
As convocações se referem aos concursos públicos destinados à formação do cadastro de reserva, realizados em 2022 (edital 002/2022- Seplag/Sesp-MT), para os cargos de peritos oficiais criminais e peritos oficiais médico legistas; e ao concurso público de 2017(edital 001/2017- Seges/Sesp/Politec), para os cargos de técnicos em necropsia e papiloscopistas.
Foram nomeados peritos oficiais criminais para os municípios de Nova Mutum, Guarantã do Norte, Alto Araguaia e Confresa.
Para o cargo de perito oficial médico legista, foram convocados candidatos aprovados para os municípios de Pontes e Lacerda, Alta Floresta, Guarantã do Norte, Nova Mutum, Confresa e Juara.
No Diário Oficial desta quarta-feira (14/12), foram convocados papiloscopistas e técnicos em necropsia para os municípios de Nova Mutum e Juara.
Os candidatos nomeados têm prazo de 30 dias, a partir da data de publicação do ato no Diário Oficial, para tomar posse na Coordenadoria de Recrutamento e Seleção da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), munidos dos documentos e exames descritos na Instrução Normativa nº 003, de 28 de maio de 2013.
As nomeações dos referidos concursos públicos continuarão sendo realizadas, respeitadas a oportunidade e conveniência da administração pública ao quantitativo de vagas disponíveis e a disponibilidade orçamentária do Estado.
Fonte: GOV MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.