MATO GROSSO
Governo investe R$ 1,2 milhão para retomada da FIT Pantanal 2023
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A FIT Pantanal será realizada de 4 a 7 de maio, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A entrada será gratuita, seja para visitar os estandes como assistir aos cursos.
O evento tem como objetivo de promover o movimento e a valorização econômica da cadeia produtiva do turismo no Estado; aumentar o fluxo de turistas internos, dar visibilidade ao turismo de Mato Grosso sob a perspectiva nacional e internacional; divulgar o potencial do estado pelas belezas naturais e manifestações culturais; além de promover a comercialização de produtos e serviços turísticos.
O governador Mauro Mendes destacou que o turismo é um dos pilares da segunda gestão do governo dele e vai priorizar investimentos no setor pelos próximos três anos e meio.
“Vamos acelerar aquilo que já começamos a fazer. Já estão em curso diversos projetos de infraestrutura como a troca das pontes de madeira por pontes de concreto na Transpantaneira, revitalização das orlas de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, mirante em Jaciara, píer no Rio Mutum com estacionamento para que as pessoas possam conhecer as Baías de Chacororé de Siá Mariana”, destacou o governador, que ressaltou que deve asfaltar o trajeto a destinos em Bom Jardim, em Nobres, facilitando o acesso aos turistas.
Mendes ainda falou sobre a luta para a concessão do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, em que o Governo do Estado pretende aplicar R$ 200 milhões em investimentos em obras de infraestrutura para explorar a atividade turística no local, movimentando mais pessoas para conhecer o local. Além disso, o Governo está investindo no Parque Novo Mato Grosso, com autódromo, um novo centro de eventos com salão de 16 mil m², ou seja, quatro vezes a capacidade do Centro de Eventos do Pantanal, área de show para 100 mil pessoas e estacionamento para 12 mil veículos.
“Nós queremos fazer os investimentos nos potenciais turísticos para maximizar a possibilidade de grandes eventos em Cuiabá. Quem for ao autódromo assistir uma corrida, poderá visitar esses lugares num raio de 100 km, 200 km de Cuiabá. Num raio de 200 km de Chapada dos Guimarães mora pouco mais de 50% da população do Estado”, disse explicando porque os grandes investimentos estão mais centrados na Baixada Cuiabana.
O presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou que a FIT Pantanal é uma importante vitrine para mostrar Mato Grosso, que é um estado muito além do agronegócio.
“Nós temos belezas como Pantanal, que é bem explorado, mas temos o Araguaia, temos três biomas e a Feira Internacional do Turismo vem para isso. Estamos fazendo uma das maiores FIT dos últimos anos. A economia do Estado ganha muito com turista, vindo de outros municípios, estados e fora do Brasil, movimenta a indústria hoteleira, bares e restaurantes e o dinheiro gira também no Estado todo. O legado é imensurável”.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, reforçou que o turismo é um segmento econômico que tem a atenção do governador Mauro Mendes desde 2019. Desde então, várias políticas foram construídas junto ao trade de turismo.
“Será uma grande feira que temos expectativa de receber de 60 mil a 100 mil pessoas. No ano passado foi realizada de forma híbrida e agora retorna de forma grandiosa, para mostrarmos o potencial de vários municípios de Mato Grosso. O turismo é uma indústria limpa, que gera empregos, não polui, melhorar e preserva o meio ambiente.
Também participaram da abertura do evento o senador Wellington Fagundes, os deputados estaduais Max Russi, Elizeu Nascimento, e Roni Magnani, secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Teté Bezerra, a secretária de Estado de Comunicação, Laíce Souza, além de adjuntos e representantes de entidades ligadas ao setor de turismo em Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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