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Homem é preso pela PM por tentativa de homicídio contra a companheira e o próprio pai

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Suspeito tentou atacar as vítimas com uma faca, na madrugada deste sábado (16)

Policiais militares de Água Boa prenderam um homem, de 33 anos, pelos crimes de lesão corporal e tentativa de homicídio, na madrugada deste sábado (16.11). O suspeito foi preso em flagrante após atacar, com golpes de faca, o próprio pai e sua companheira.

Por volta de 04h, a PM foi acionada para verificar uma denúncia de um homem que estaria tentando cometer um homicídio contra duas pessoas. Os militares foram ao endereço informado e flagraram o suspeito com uma faca em mãos, na frente de uma residência.

Imediatamente, os policiais iniciaram procedimento de abordagem e ordenaram que o suspeito deixasse a faca. As ordens foram desobedecidas pelo homem, que precisou ser imobilizado e detido pelos agentes.

No local, os policiais também encontraram as duas vítimas, sendo um homem de 55 anos e uma mulher de 34 anos. Em depoimento, o senhor afirmou que o filho estava em um bar com a companheira e retornou para a residência, momento em que iniciou agressões físicas contra a mulher.

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O homem ainda relatou que, ao tentar separar a briga do casal, o suspeito ficou ainda mais agressivo e se apossou de uma faca de açougueiro, tentando atacar as duas vítimas. A mulher estava com visíveis lesões pelo corpo e se queixou de dores, sendo encaminhada para uma unidade de saúde.

O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a delegacia de Água Boa para registro da ocorrência e demais providências.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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