MATO GROSSO
Juca do Guaraná encerra ciclo na Câmara de Cuiabá agradecendo apoiadores e se prepara para assumir na ALMT
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Nesta terça-feira (31), Juca do Guaraná realizou um Momento de Ações de Graças em agradecimento aos 10 anos e 1 mês que passou na Câmara Municipal de Cuiabá. O parlamentar foi eleito por três mandatos, sendo que nos últimos dois anos assumiu a cadeira como presidente do legislativo Municipal.
Sua gestão foi marcada por projetos como o aumento no tempo de integração, a regulamentação das vagas especiais para os autistas, fortalecimento do atendimento gratuito dos serviços fúnebres, a primeira sala de amamentação em uma Câmara Municipal da Região Centro Oeste e o Gabinete Itinerante que percorreu 100% dos bairros da capital.
Juca do Guaraná, assume nesta quarta-feira (01), umas das 24 cadeiras na Assembleia Legislativa e promete continuar com um mandato participativo, dando voz e vez a população.
“Sensação de gratidão à Deus, gratidão ao povo cuiabano. Hoje estou no gabinete que foi do meu pai, onde comecei o mandato de vereador e aqui encerramos nosso ciclo de vereança”, enfatiza o Juca.
O vereador e deputado eleito, Juca do Guaraná foi diplomado em dezembro. O parlamentar logo após a reunião com os colaboradores assinou o termo de renúncia do legislativo municipal e iniciou os preparativos para assumir na casa legislativa à ALMT.
A Transmissão da solenidade será ao vivo, pela TV Assembleia, canal 30.1 e Rádio Assembleia 89,5 FM, além do portal al.mt.gov.br e redes sociais.
ASCOM
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.