MATO GROSSO
Juca do Guaraná participa do “Projeto Expedição do Rio Cuiabá”
MATO GROSSO
O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) participou de uma expedição no Rio Cuiabá no último final de semana. O parlamentar recebeu o convite do deputado Wilson Santos (PSD), ambos membros da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, eles percorrem o trecho do rio para verificar a condições ambientais da região.
“Foi uma experiência incrível ter participado da expedição fluvial no último final de semana. Descemos o Cuiabá do Bonito, fomos até Cuiabá da Larga e seguimos no Rio Cuiabazinho. Observei muitas ações referentes a preservação ambiental, cultural congruentes à economia e o social, isso contribui diretamente na aplicação de políticas públicas para preservação do nosso meio ambiente”, disse Juca.
“Agradeço o colega de parlamento, deputado Wilson Santos, pelo convite e vamos juntos lutar pelo nosso Rio Cuiabá e pelo nosso Pantanal na Comissão de Meio Ambiente”, complementou.
Wilson agradeceu a presença de Juca da expedição.
“É incrível explorar essa região, que foi presenteada com o Parque Estadual Águas do Cuiabá, criado em 2002 por Dante de Oliveira. Um lugar que merece ser preservado e valorizado. Agora, seguiremos para concluirmos o estudo do Rio Cuiabá”, comentou.
ASCOM
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.