MATO GROSSO
Madrinha e patronesse dos formandos, primeira-dama de MT participa da formatura da 14ª turma do Curso de Formação de Praças da PM
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Nesta sexta-feira (28.06), a primeira-dama Virginia Mendes participou como madrinha e patronesse da formatura da 14ª turma do Curso de Formação e Especialização de Praças da Polícia Militar (Esfap), composta por 354 formandos. O Estágio de Atualização e Qualificação da PMMT são essenciais para que os policiais militares se tornem aptos a assumir novos postos na instituição.
A turma foi qualificada em Procedimento Operacional Padrão, Direito Penal Militar, Legislação de Trânsito, entre outras disciplinas, visando à atualização de conhecimentos e ao aprimoramento de atividades operacionais práticas. Eles receberão os certificados de conclusão do curso.
O convite à Virginia Mendes partiu do comandante-geral da Polícia Militar, Cel. Alexandre Mendes, comandante da Esfap, Ten. Cel. Victor Prado, pelo coordenador do 14º Estágio de Qualificação e Aperfeiçoamento de Praças da PMMT, 1º Ten. PM Antônio Santos, e pelo representante dos formandos, 2º Sgt. PM Eros Araújo. Virginia Mendes destacou a honra de participar de um momento tão significativo para os oficiais.
“Ser madrinha dessa turma da Polícia Militar é uma honra. Tenho muito orgulho de todos pela dedicação, compromisso e resiliência demonstrados. São homens e mulheres que se dedicam à nossa segurança, arriscando suas vidas diariamente, saindo de seus lares sem a certeza do retorno. Por isso, toda nossa gratidão”, reconheceu.
O evento também marcou a promoção “Post Mortem” do 1º Sgt. PM Odenil Alves Pedroso, com a presença de sua família, que conforme o regimento é de direito. Além disso, a turma de formandos recebeu o nome ‘14º Estágio de Qualificação de Praças – 1º Sgt. PM Odenil Alves Pedroso’. Também foram contemplados com a promoção o 2º Sgto. PM Helidiony da Silva e o SD PM Janderson Nunes Teixeira, vítimas de afogamento durante operação na região do Araguaia.
“É uma maneira respeitosa de eternizar esses heróis e proporcionar um pouco mais de conforto aos familiares. Sei que esse reconhecimento não trará a vida desses policiais de volta, mas vai trazer um pouco mais de consolo”, ressaltou a primeira-dama.
Ela ainda demonstrou sua indignação quanto ao homicídio do 1º Sgt. Odenil Pedroso. “Quanto ao criminoso que ainda está solto, o governador e a segurança pública não irão parar a busca até que esse assassino que desolou toda uma família esteja preso. Como mãe, posso imaginar a dor dessa esposa que perdeu o marido, com dois filhos para criar. Devemos pensar nas necessidades dela e não em conforto para criminoso. Devemos lutar por mudanças na lei para proteger as famílias”, salientou.
A primeira-dama do Estado também afirmou seu compromisso pessoal com as famílias. “Eu defendo a família e continuarei lutando por isso até o fim. Espero que o Congresso atue rapidamente para que outras famílias não enfrentem o que essa está passando hoje”.
Participaram da cerimônia o secretário de Segurqnca Pública, Cel. Cesar Roveri; comandante-geral da PMMT, Cel. Alexandre Mendes; a comandante –adjunta da PM MT, Francyanne Siqueira Chaves Lacerda; diretor de Ensino, Ten. Cel. PM Anderson Prado; o comandante da Esfap, Ten. – Cel. Victor Prado; representando o Tribunal de Justiça, o desembargador Hélio Nishiyama; o procutador-geral de Justiça, Deosdete Cruz; a secretária da Setasc, Cel. Grasi Bugalho; o comandante do Gefron, Ten.- Cel. Manoel Bugalho; o prefeito de São José do Xingu, Dr. Sandro, e a primeira-dama, Suellen Rodrigues, e demais autoridades.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.