MATO GROSSO
MT Cidadão é eleito um dos 10 melhores aplicativos de Governo Estadual
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O aplicativo MT Cidadão, desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), ganhou destaque no cenário digital ao ser eleito um dos 10 melhores aplicativos de Governo Estadual no renomado Prêmio iBest 2023. Agora, a expectativa está voltada para o Top 3, e a votação online já está aberta a todos (vote aqui).
Com o objetivo de proporcionar praticidade e acessibilidade aos cidadãos no acesso às informações e serviços públicos oferecidos pelo Estado, o MT Cidadão se destaca como uma ferramenta de transformação digital. Por meio do aplicativo os usuários têm a possibilidade de emitir documentos, agendar atendimentos, consultar informações sobre veículos, entre outros, tudo em um só lugar.
Além disso, uma das principais metas do MT Cidadão é estreitar a relação entre o cidadão e o poder público. Com a possibilidade de enviar sugestões, reclamações e denúncias de forma ágil e segura, a interação direta com o governo possibilita melhorias contínuas nos serviços oferecidos, promovendo um atendimento mais eficiente e personalizado.
O secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão, destacou a relevância do aplicativo.
“Estamos acompanhando uma verdadeira revolução na maneira de entregar serviços ao cidadão, e o MT Cidadão vem evoluindo nos últimos anos. A tecnologia moderna e inovadora que está na base para ele funcionar é o grande diferencial em relação aos demais concorrentes. Para o cidadão, ele é um canal de atendimento simples e eficiente, e para o Governo de Mato Grosso é a materialização de todo um trabalho realizado com zelo, segurança e inovação na disponibilização de serviços digitais”, avaliou.
O secretário acrescentou que o reconhecimento no Prêmio iBest é a consolidação da plataforma digital que o Governo de MT planejou e entregou para a sociedade mato-grossense.
O presidente da MTI, Cleberson Gomes, ressaltou a amplitude do impacto do MT Cidadão ao afirmar que “a democratização do acesso à informação e os serviços governamentais é um dos aspectos mais impactantes do aplicativo. Com a ampla difusão de smartphones e a crescente presença da internet, essa plataforma se tornou um canal inclusivo, permitindo que cidadãos de diferentes perfis demográficos e regiões possam acessar e usufruir dos serviços públicos de maneira eficaz. Isso contribui para a transparência, promove a participação ativa dos cidadãos e fortalece os laços entre o governo e a sociedade.”
O presidente também enfatizou a relevância do reconhecimento do MT Cidadão como um dos 10 melhores aplicativos de governo estadual do Brasil pelo prêmio iBest. “Esse reconhecimento valida o comprometimento contínuo da MTI em oferecer soluções de alta qualidade, em total alinhamento com as diretrizes do Governador Mauro Mendes, que priorizam eficiência e excelência.”
Gomes destaca ainda que “o MT Cidadão transcende a definição convencional de aplicativo; é uma materialização tangível do potencial transformador da tecnologia no setor público. Ele ilustra com maestria como a tecnologia da informação pode simplificar processos, otimizar a comunicação e reforçar a participação ativa dos cidadãos no governo”.
O MT Cidadão consolida o compromisso do Governo de Mato Grosso em buscar a excelência na prestação de serviços públicos, utilizando a tecnologia como aliada para facilitar a vida dos cidadãos. Essa iniciativa reflete o empenho da administração estadual em atender às demandas digitais da sociedade e proporcionar uma experiência cada vez mais satisfatória aos usuários.
Premiação
O prêmio iBest foca em iniciativas do mundo digital e atualmente é considerado a maior premiação do tipo no Brasil. Até chegar ao resultado final, premiando a melhor iniciativa de cada categoria, cinco fases ocorrem durante todo o processo de análise, sendo elas: seleção iBest, iBest 20+, iBest TOP 10, iBest TOP 3 e o anúncio dos vencedores.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.