MATO GROSSO
Obras de duplicação da BR-163 vão gerar 1,2 mil novas vagas de emprego em MT
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A retomada da duplicação da BR-163 teve início em julho deste ano, após o Governo do Estado, por meio da MT Par, assumir o contrato de concessão. Em menos de quatro meses, seis ordens de serviço de engenharia civil foram assinadas e as obras estão em andamento, sendo cinco voltadas à manutenção da rodovia, de Cuiabá a Sinop, somando o investimento de R$ 202 milhões; e uma referente à duplicação de 86 quilômetros da BR-163, de Diamantino a Nova Mutum, no valor de R$ 618 milhões.
Segundo a Nova Rota do Oeste, além da geração de emprego, as obras vão aquecer outros setores da economia diante do investimento previsto de R$ 7,5 bilhões em um período máximo de 8 anos, quando devem ser entregues à população 450 quilômetros de pista duplicada, 34 obras de arte especiais (pontes, trevos e viadutos), sete passarelas, recuperação permanente da via, entre outros elementos. Caso ocorra a antecipação do cronograma de obras, o mercado poderá contar com 2,5 mil novas vagas para contratação.
O economista Vivaldo Lopes avalia que a retomada dos investimentos e avanço das obras da BR-163 confirmam a necessidade de a infraestrutura rodoviária de Mato Grosso ser modernizada para dar suporte ao acelerado crescimento de economia do Estado. Frisa ainda que, além da melhoria da infraestrutura física, a retomada das obras no trecho sob concessão promove o aumento do emprego, da renda e do consumo ao longo da rodovia.
Quadro atual – A Nova Rota do Oeste conta com um quadro de funcionários formado por cerca de mil pessoas que trabalham ao longo dos 850,9 quilômetros sob concessão da BR-163, de Itiquira a Sinop, nos mais variados cargos nos setores administrativos e operacionais, sempre desenvolvendo atividades que impactem positivamente na vida de quem percorre a rodovia.
Além destes, a Concessionária conta ainda com mão de obra subcontratada para efetivação de alguns serviços, como atendimento médico e a execução de obras.
Para conferir as vagas ofertadas pela Nova Rota do Oeste e participar dos processos seletivos, acesse a plataforma de emprego da Concessionária.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.